O Google anunciou uma grande reestruturação do Google Imagens, visando transformar seu motor de busca em uma plataforma focada na inspiração e descoberta visual, espelhando a experiência oferecida pelo Pinterest.
O Google anunciou uma grande reestruturação do Google Imagens, visando transformar seu motor de busca em uma plataforma focada na inspiração e descoberta visual, espelhando a experiência oferecida pelo Pinterest.
A empresa planeja mudar o serviço de uma ferramenta de busca tradicional para uma galeria dinâmica e navegável de conteúdos visuais disponíveis na internet. Segundo o Google, essa mudança visa expandir as opções de navegação dos usuários. Adicionalmente, a inclusão da geração de imagens por Inteligência Artificial (IA) serve como alternativa para quem não encontra exatamente o que procura ou deseja visualizar conceitos novos sem depender de serviços externos.
A gigante da tecnologia está adotando uma abordagem similar à do Pinterest, que se estabeleceu como um local para organizar e descobrir inspirações visuais em nichos como moda, decoração e viagens. Espera-se que essa transformação aumente o tempo que os usuários passam no ecossistema Google e fortaleça a receita publicitária. Outro objetivo é manter os usuários na própria plataforma ao permitirem a criação de imagens inexistentes na web, em vez de direcioná-los a ferramentas de terceiros, como o ChatGPT.
Na nova versão do Google Imagens, será introduzida uma galeria denominada “Para você”, que apresentará imagens customizadas conforme os interesses e o histórico de navegação do usuário. Assim como no Pinterest, esta galeria foi concebida para uma navegação contínua e terá seu conteúdo atualizado em tempo real. Os usuários terão a capacidade de salvar materiais em “coleções”, que podem ser organizadas em abas acima da galeria principal, permitindo criar categorias específicas para guardar inspirações, como ideias de looks de viagem ou sugestões de decoração de um canto de leitura.
O novo Google Imagens será lançado nas próximas semanas para usuários da versão desktop nos Estados Unidos, exigindo que o acesso seja feito com uma Conta Google.
Além da remodelação do Google Imagens, a empresa também implementou a função de gerar imagens diretamente na Pesquisa. Este recurso foi desenvolvido para atender a situações onde o usuário tem uma ideia muito específica de uma imagem que ainda não existe online. Essa funcionalidade será incorporada aos Resumos com IA da Pesquisa e utilizará o novo modelo Nano Banana para converter comandos textuais em imagens personalizadas.
O Google também mencionou que a novidade pode ser utilizada para simular alterações em ambientes ou explorar possibilidades de design, como visualizar um cômodo pintado de vermelho ou imaginar um quarto com tema litorâneo. A liberação da geração de imagens nos Resumos com IA começará nas próximas semanas, em inglês, para todas as regiões que já suportam a criação de imagens no Modo IA.
O Google Fotos introduziu uma nova capacidade de edição de vídeos baseada em Inteligência Artificial, denominada Remix de Vídeo. Esta ferramenta possibilita a transformação de pequenos clipes utilizando diversos efeitos pré-configurados, permitindo alterar fundos e a iluminação das cenas.
O recurso opera utilizando o modelo Gemini Omni e já está sendo disponibilizado para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em regiões específicas, incluindo o Brasil. Esta adição se insere em uma estratégia mais ampla do Google Fotos focada na integração com IA, incorporando funcionalidades de edição de vídeo comuns em outras aplicações, como o CapCut.
O Remix de Vídeo oferece ajustes em aspectos visuais como luz, fundo ou estilo, através de definições prontas dentro do aplicativo. No entanto, a funcionalidade apresenta certas restrições: ela só funciona com vídeos de até 60 segundos, exigindo que o usuário selecione um segmento de 1 a 10 segundos para a edição. Além disso, os arquivos devem ter seu backup finalizado no Google Fotos e o processamento requer conexão com a internet, visto que ocorre na nuvem. Contas corporativas do Google Workspace e escolares estão excluídas do acesso a esta ferramenta.
O processo de edição é simplificado e acessível através da aba Criar do Google Fotos, onde a empresa concentra suas ferramentas de edição com IA. Para começar, o usuário deve escolher um modelo (template), selecionar um vídeo já devidamente respaldado no Google Fotos e, em seguida, especificar o trecho que será modificado.
Existem três categorias principais de edição disponíveis. A opção Reimagine permite substituir o cenário original do vídeo por ambientes criados por IA, como uma cafeteria ou uma praia ao entardecer. Já os filtros são usados para modificar a iluminação da cena, simulando efeitos como o brilho suave ou a 'hora de ouro'. Adicionalmente, há estilos artísticos que alteram drasticamente a estética do clipe, oferecendo opções inspiradas em aquarela, pintura a óleo, anime e esboços de caderno. É importante ressaltar que, neste recurso, não é possível inserir comandos personalizados (prompts); para isso, o usuário deve recorrer à opção 'Criar vídeo' diretamente no aplicativo Gemini. A ferramenta suporta proporções de 9:16 ou 16:9, e gravações em outros formatos podem ser automaticamente centralizadas e cortadas pelo próprio aplicativo. Todo material gerado ou editado pelo Google carrega uma marca d'água digital, conhecida como SynthID.
O Gemini Omni constitui um conjunto de modelos de IA generativa desenvolvidos pelo Google, cujo foco é a criação e manipulação de vídeos. Este modelo foi projetado para integrar múltiplos tipos de dados de entrada — incluindo áudio, imagem, texto e vídeo — a fim de produzir novos clipes com base nessas referências. Seu objetivo é compreender o contexto da cena para possibilitar edições mais intuitivas, como a mudança de fundo, a alteração do estilo visual ou a animação de fotografias.
Criadores e editores receberão uma nova maneira de saber como os usuários encontram seu conteúdo através do mecanismo de busca do Google. A empresa implementou um recurso no Search Console que revela quais consultas de pesquisa específicas levam usuários a perfis em redes sociais como Instagram, TikTok, X e YouTube.
Esta nova ferramenta, chamada 'propriedades de plataforma' (platform properties), será integrada ao Google Search Console. Ela permitirá rastrear palavras-chave que direcionam usuários para páginas em redes sociais. Com esses dados, os autores poderão identificar os tópicos que geram maior interesse e entender quais buscas ajudam a atrair audiência para seus canais digitais. O objetivo é unificar as informações de diferentes pontos de presença em um único espaço.
Entre as plataformas que poderão ser analisadas estão Instagram, TikTok, X, YouTube, bem como outro conteúdo relacionado à presença digital dos criadores. Esta iniciativa faz parte dos esforços da empresa para transformar a busca em um ponto central para monitorar a presença online. Anteriormente, em junho, o Google já permitiu que grandes autores e editores registrassem perfis próprios na busca com links para outras redes e destacassem vídeos do TikTok e Instagram.
Agora, o novo recurso adiciona informações sobre como o público descobre essas publicações. A ferramenta também é útil para especialistas que trabalham com múltiplos canais digitais, incluindo aqueles que não possuem um site próprio. O Google enfatizou que 'criadores de conteúdo e editores usam vários canais além de seus próprios sites para alcançar seu público.'
Segundo a empresa, entender como diferentes formatos de conteúdo são descobertos tornou-se especialmente importante diante do aumento das pesquisas relacionadas a vídeos, opiniões e materiais publicados em diversos serviços. Em um comunicado oficial, o Google explicou que 'à medida que as pessoas procuram fontes primárias e diversos formatos de conteúdo, queremos facilitar para proprietários de sites e criadores — incluindo aqueles sem site próprio — obter uma visão consolidada de como todo o seu conteúdo é descoberto na Busca'. O recurso de propriedades de plataforma estará gradualmente disponível nas próximas semanas, permitindo que autores e editores monitorem melhor como suas publicações chegam ao público.