A Índia anunciou a criação de uma ferramenta digital para rastrear marinheiros no Golfo Pérsico. Esta decisão foi tomada após um ataque recente que elevou o número total de mortes de cidadãos indianos para 13 desde o início do conflito entre os EUA, apoiadores de Israel, e o Irã.
Funcionalidades do novo sistema
O Ministro dos Portos, Navegação e Rotas Marítimas da Índia, Sarbananda Sonawall, informou que esta plataforma digital permitirá monitorar a localização, o número de tripulantes, zonas potencialmente seguras e ameaças para qualquer navio que passe pelo Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz e Golfo de Omã, independentemente da bandeira do navio.
Suporte e programa
O sistema prevê suporte 24 horas por dia, designando um funcionário especial para acompanhar cada marinheiro afetado. Este funcionário atuará como ponto de contato único para as famílias, lidando com questões de assistência médica, repatriação e compensações.
O programa recebeu o nome de «Seafarer-First» («Marinheiro em Primeiro Lugar») e foi caracterizado pelo Governo de Nova Deli como uma «abordagem governamental sem precedentes para proteger todos os marinheiros indianos que trabalham na região afetada pelo conflito atual», que impacta a navegação no Golfo Pérsico.
Motivos da adoção das medidas
Estas medidas foram uma consequência dos ataques aos petroleiros «MT Al Bahiyah» e «MT Mombasa» no Estreito de Ormuz. Estes navios transportavam um total de 30 marinheiros indianos de um quadro geral de 46 tripulantes.
Segundo Sonawall, um cidadão indiano morreu a bordo do «MT Al Bahiyah», e outro foi ferido. Enquanto no «MT Mombasa» nove pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave.
Além dos 13 marinheiros indianos mortos em Ormuz desde o final de fevereiro, outros três marinheiros desapareceram na região.

