Apesar das objeções de vários partidos políticos, o orçamento da Cidade do Cabo para o ano fiscal de 2026/27, que soma 87,79 bilhões de randes, foi aprovado. A aprovação do orçamento foi possível graças à maioria do partido DA no conselho.
Apresentação do Orçamento pelo Prefeito
O prefeito Geordin Hill-Lewis apresentou o orçamento durante uma reunião virtual do conselho. Ele afirmou que este orçamento permanecerá inalterado durante os próximos três anos, propondo ao mesmo tempo o reajuste mais amplo de tarifas e as contas mensais mais baixas entre as cidades sul-africanas.
Segundo Hill-Lewis, foram introduzidas medidas de apoio às famílias. Entre elas, o aumento do limiar de imóveis isentos de impostos para 620.000 randes (em comparação com os 450.000 randes anteriores) para casas avaliadas em até 8 milhões de randes. Os pensionistas podem usufruir de benefícios com rendimento de até 27.000 randes.
Objetivos e Declarações do Prefeito
Hill-Lewis enfatizou que este orçamento permite que a Cidade do Cabo mantenha seu status de farol de esperança na África do Sul, oferecendo os melhores serviços e a melhor relação custo-benefício para os contribuintes, além de garantir amplas medidas de assistência social para famílias necessitadas, e possuir os impostos prediais mais baixos entre todas as metrópoles.
Críticas dos Partidos de Oposição
No entanto, alguns membros do conselho se opuseram a este orçamento. O membro do conselho do ANC, Dalivonga Badela, declarou sua rejeição ao orçamento, destacando os problemas de infraestrutura de drenagem e estradas na cidade. Ele observou que esses problemas afetam desproporcionalmente as comunidades pobres, criando sérios riscos de segurança e desigualdade na prestação de serviços.
Badela também questionou a justificativa para o aumento de cerca de 50% nas tarifas do MyCiTi, apesar de receber financiamento substancial de subsídios do governo nacional. Ele classificou esse aumento acentuado como um fardo excessivo e injusto para os passageiros de baixa renda, lembrando que a Cidade do Cabo é uma instituição pública, e não uma estrutura comercial orientada para o lucro.
Objeções do EFF e do Partido GOOD
O membro do conselho do EFF, Andrew Arnold, rejeitou o orçamento por não resolver os problemas de pobreza e desigualdade enfrentados pelos moradores. Ele criticou a dependência do município de terceirização, apontando que 11,4 bilhões de randes foram alocados para serviços contratuais em vez de desenvolver capacidade interna. Arnold afirma que essa prática fomenta a corrupção e o desperdício, citando escândalos recentes de licitações e a deterioração da qualidade dos serviços.
A membro do conselho do Partido GOOD, Sandra Dixon, criticou o orçamento pelo aumento das tarifas de eletricidade, água e coleta de lixo acima da inflação sem justificativa adequada. Ela também apontou um aumento grande e não transparente no orçamento de 'serviços básicos gratuitos', onde 1,6 bilhão de randes foi classificado injustificadamente como 'outros'. Dixon declarou que a cidade reduziu as metas de construção de habitação em vez de resolver os problemas sistêmicos do uso de terras acessíveis, observando que projetos estão paralisados, contratos não são cumpridos e terras designadas permanecem intocadas.