A Rússia realizou um lançamento tripulado na terça-feira, dia 14, partindo do Cosmódromo de Baikonur, localizado no Cazaquistão. Esta missão tem como destino a Estação Espacial Internacional (ISS).
A Rússia realizou um lançamento tripulado na terça-feira, dia 14, partindo do Cosmódromo de Baikonur, localizado no Cazaquistão. Esta missão tem como destino a Estação Espacial Internacional (ISS).
A bordo da nave Soyuz MS-29 encontram-se o astronauta da NASA, Anil Menon, juntamente com os cosmonautas russos Pyotr Dubrov e Anna Kikina. Estes três membros farão parte da 75ª tripulação rotativa da estação espacial.
Este lançamento sinaliza a reativação dos voos tripulados a partir de uma plataforma de lançamento que havia sido recentemente consertada, após um período de meses sem funcionamento. O evento contou com a presença conjunta dos líderes da NASA e da agência espacial russa Roscosmos.
Menos de dez minutos após a decolagem, a Soyuz MS-29 alcançou a órbita, iniciando uma jornada de cerca de três horas até a ISS, onde ocorrerá o acoplamento. A expectativa é que a tripulação permaneça no laboratório orbital por aproximadamente oito meses.
Jared Isaacman, administrador da NASA, viajou até Baikonur para acompanhar o lançamento e se encontrar com Dmitry Bakanov, diretor-geral da Roscosmos. Este encontro marcou a primeira visita de um líder da agência espacial americana à plataforma de lançamento russa desde 2018.
As tensões geradas pela guerra entre Rússia e Ucrânia foram um fator que, nos últimos anos, impediu que Bill Nelson, que era administrador da NASA sob a gestão do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, participasse desses tipos de reuniões.
A missão Expedição 75 constitui o primeiro voo espacial de Anil Menon, que possui 49 anos e é astronauta da NASA. Há uma conexão entre Menon e Isaacman: em 2024, o administrador da NASA participou, como astronauta privado bilionário, da missão espacial Polaris Dawn, que ocorreu em uma cápsula da SpaceX.
Nessa ocasião, Isaacman viajou junto com a engenheira da SpaceX, Anna Menon, esposa de Anil Menon, e mais duas pessoas, em uma missão particular financiada por ele. Essa mesma missão também representou a retomada dos voos tripulados a partir da Plataforma 31 do Cosmódromo de Baikonur.
Anteriormente, quando uma tripulação foi lançada desse mesmo local, o foguete causou danos consideráveis à histórica plataforma, deixando o único complexo russo capaz de realizar lançamentos tripulados temporariamente inoperante. A restauração da estrutura demandou vários meses de reparos. As atividades na plataforma foram reiniciadas em março deste ano, inicialmente com o envio de uma missão de carga não tripulada para a ISS. Com o lançamento da Soyuz MS-29, os voos tripulados voltaram a ser realizados a partir dessa instalação.
O pixel morto constitui uma falha de natureza física que ocorre quando os subpixels de uma seção da tela perdem energia e se apagam, resultando em um ponto preto permanente. Diferentemente de problemas de software, este defeito impede que o pixel acompanhe as alterações cromáticas apresentadas no monitor.
Este tipo de avaria geralmente decorre de falhas na fabricação, sobrecargas elétricas, choques físicos ou estresse térmico. Tais ocorrências interrompem de maneira definitiva o fluxo de corrente elétrica, tornando a substituição integral do painel a única solução definitiva disponível.
Especificamente, um pixel morto é um defeito onde os subpixels de um ponto da tela cessam completamente a emissão de energia. Por não conseguir obedecer aos comandos de vídeo, esta falha de hardware manifesta-se como um ponto preto constante no display.
Visualmente, o pixel morto aparece como uma mancha escura que permanece inalterada, recusando-se a mudar de cor junto ao ambiente circundante. Embora seja notável em fundos claros, ele tende a desaparecer em telas exibindo apenas preto. Este defeito opera de forma isolada, sem afetar os componentes adjacentes, o que o distingue do pixel preso (stuck pixel), que permanece aceso em uma cor única.
Em telas sensíveis ao toque, o problema costuma ser meramente visual, visto que os sensores de toque funcionam em uma camada separada. Contudo, danos físicos graves ao painel podem levar a uma diminuição sutil na sensibilidade na área afetada.
Diversos fatores podem originar um pixel morto, variando desde falhas na linha de produção até incidentes comuns no uso cotidiano:
Uma variedade de equipamentos modernos pode ser suscetível a pixels mortos, incluindo monitores de computador, notebooks, smartphones e tablets, televisões, consoles portáteis, headsets de realidade virtual (VR) e aumentada (AR), além de painéis utilizados em ambientes industriais e automotivos.
Quanto ao tipo de tela, embora existam estruturas distintas, como os transistores LCD ou os diodos orgânicos OLED, o tipo de tela não define a probabilidade de um pixel morto. O risco está mais ligado à rigidez do controle de qualidade durante a manufatura do que ao modelo de display escolhido. Telas de ponta tendem a sofrer menos devido a testes industriais mais rigorosos, mas dispositivos portáteis são mais vulneráveis a falhas ao longo do tempo por causa dos impactos diários e das variações térmicas constantes.
É possível realizar um teste de pixel morto utilizando uma tela limpa para exibir cores sólidas, como vermelho, verde, azul, branco e preto. Ao manter essas cores em tela cheia, deve-se inspecionar o painel de perto para identificar pontos pretos estáticos que não alteram de tonalidade. Alternativamente, sites especializados, como o displaytech, oferecem testes automatizados, permitindo navegar pelas cores no brilho máximo. Se um ponto fixo não acompanhar as transições, recomenda-se tirar uma fotografia para documentar o defeito.
Ao detectar um pixel morto, o procedimento inicial sugere testar correções simples, como desligar o aparelho por algumas horas. Em televisores modernos, particularmente os OLED, é aconselhável utilizar a função de «atualização de pixels» nas configurações do sistema para tentar sanar a anomalia. Se o ponto defeituoso estiver em uma área central e prejudicar o uso, é crucial registrar fotos claras para comprovar o problema. Deve-se evitar métodos caseiros agressivos, como pressionar levemente com um pano de microfibra, pois isso pode causar danos irreversíveis ao display.
Na maioria dos casos, o pixel morto não possui reparo, pois configura um defeito físico e definitivo no hardware, implicando um circuito rompido ou um transistor queimado que impede a chegada de energia elétrica. Como os softwares não conseguem corrigir essa ausência de corrente, a única alternativa definitiva é a substituição do painel comprometido. Se o problema for incômodo, o caminho adequado é procurar assistência técnica para a troca completa da tela.
Sobre a cobertura da garantia, ela varia conforme as políticas estabelecidas pelos fabricantes, que seguem normas técnicas que definem um limite aceitável de pontos apagados. Na prática, muitas marcas exigem um número mínimo de defeitos ou que estes estejam centralizados para efetuar a troca. Entretanto, o Código de Defesa do Consumidor ampara o consumidor ao classificar o defeito como um vício oculto que afeta a experiência de uso, dando ao cliente o direito legal de exigir o reparo, independentemente das tabelas de tolerância internas das empresas. Para assegurar os direitos, é fundamental registrar a falha com fotos nítidas em fundos coloridos e acionar o suporte oficial do fabricante. Caso a assistência técnica negue a substituição alegando margem aceitável, o recurso recomendado é buscar órgãos de defesa como o Procon.
O pixel morto (dead pixel) caracteriza-se como uma falha física total, onde todos os subpixels permanecem desligados por falta de energia, resultando em um ponto preto estático que ignora os estímulos de vídeo. Já o pixel preso (stuck pixel) ocorre quando um ou mais subpixels ficam permanentemente ativos, enquanto os vizinhos se apagam, fazendo com que a tela exiba uma cor brilhante fixa, frequentemente vermelha, verde ou azul, e que por vezes pode ser revertida por softwares.
O pixel quente (hot pixel) acontece quando os subpixels ficam acesos simultaneamente, gerando um ponto branco incômodo em fundos escuros. Este mesmo fenômeno pode afetar sensores de câmeras digitais, produzindo pontos luminosos em fotografias capturadas com longa exposição.
Enquanto o pixel morto é uma falha localizada de hardware que desliga completamente os subpixels de um único ponto, causando uma marca preta permanente, o burn-in é um fenômeno de retenção de imagem causado pelo desgaste desigual de componentes que exibiram conteúdos estáticos por longos períodos. Diferentemente do ponto isolado, o burn-in imprime silhuetas e manchas fantasma persistentes em áreas maiores do display.
O WhatsApp está em fase de desenvolvimento de um serviço de backup nativo em nuvem, permitindo que os usuários guardem seu histórico de conversas diretamente nos servidores da própria plataforma, eliminando a dependência do iCloud no iPhone ou do Google Drive no Android.
Embora ainda esteja em desenvolvimento, a novidade já foi observada em versões de teste do aplicativo. Este novo sistema poderá oferecer até 2 GB de armazenamento gratuito para cada usuário, além de opções de planos pagos para quem necessitar de mais espaço.
As descobertas sobre este recurso foram feitas pelo WABetaInfo em uma versão beta do WhatsApp para iOS, distribuída através da plataforma TestFlight da Apple. Uma funcionalidade similar já havia sido detectada anteriormente na versão destinada ao Android.
Atualmente, os usuários de iPhone utilizam exclusivamente o iCloud para salvaguardar seus backups do WhatsApp, enquanto no Android, a função depende do Google Drive. Conforme informações obtidas no aplicativo, uma futura atualização possibilitará que os usuários selecionem diretamente nas configurações do WhatsApp qual serviço desejam empregar para guardar o histórico de mensagens.
O iCloud permanecerá como a opção padrão para os usuários de iPhone, permitindo que aqueles que optarem por não mudar a configuração continuem usando o serviço normalmente. Além disso, será possível retornar ao iCloud a qualquer momento após a migração para o novo sistema. Uma proposta análoga existe para o Android, onde o novo serviço apresentará, pela primeira vez, uma alternativa ao Google Drive para o armazenamento desses backups.
O novo provedor de backup deve disponibilizar inicialmente 2 GB gratuitamente por usuário. Este espaço permitirá manter o histórico de conversas nos servidores do WhatsApp, o que ajudaria a liberar espaço no iCloud, que é usado para fotos, documentos, backups do aparelho e outros aplicativos.
Embora o iCloud ofereça atualmente 5 GB gratuitos, essa capacidade é compartilhada entre todos os dados da conta Apple. Devido ao rápido crescimento dos backups do WhatsApp, causado pelo envio frequente de mídias, muitos usuários chegam ao limite desse espaço.
Os testes indicaram que os 2 GB gratuitos oferecidos pelo WhatsApp provavelmente não serão suficientes para usuários que possuem grandes volumes de mídia nas conversas.
Para usuários que demandam mais espaço, o WhatsApp também está preparando alternativas de armazenamento mediante pagamento. Segundo o WABetaInfo, o plano inicial deve custar cerca de US$ 0,99 (R$ 5,04) mensais nos Estados Unidos, oferecendo 50 GB, valor equivalente ao plano básico do iCloud+ da Apple com a mesma capacidade.
Adicionalmente, a empresa está trabalhando em um plano que oferece 1 TB de armazenamento, direcionado a usuários com backups ainda maiores. Contudo, os preços e as capacidades dessas opções ainda são preliminares e podem sofrer modificações antes do lançamento oficial.
Um diferencial crucial do novo sistema reside na segurança. Diferentemente do iCloud, onde a criptografia de ponta a ponta dos backups é opcional e requer ativação manual, o novo serviço do WhatsApp exigirá essa proteção de forma automática.
Todos os backups armazenados nos servidores da plataforma serão criptografados de ponta a ponta por padrão, sem que haja possibilidade de desativar essa proteção enquanto o usuário estiver utilizando este provedor. As informações divulgadas sugerem que nem o WhatsApp nem a Meta terão acesso ao conteúdo armazenado. A empresa irá recomendar o uso de uma passkey como principal método de segurança, sendo esta uma credencial guardada no gerenciador de senhas do dispositivo que substitui senhas convencionais.
Quem desejar, também poderá proteger o backup utilizando uma senha tradicional ou uma chave de criptografia composta por 64 dígitos. Outra possibilidade trazida pelo novo sistema é a restauração de backups entre plataformas distintas. Como toda a infraestrutura passará a ser gerida pelo próprio WhatsApp, a empresa poderá, futuramente, permitir que um backup criado em um sistema operacional seja recuperado em outro, embora essa funcionalidade ainda esteja em desenvolvimento e sem confirmação para a versão final.
Ainda não está definido como o aplicativo lidará com os backups que já existem no iCloud após a transição para o novo serviço. Caso esses backups permaneçam na conta Apple, os usuários que buscarem liberar espaço poderão removê-los manualmente. Para isso, basta acessar as Configurações do iPhone, selecionar o nome da conta Apple, ir em iCloud, encontrar o WhatsApp na lista de aplicativos e apagar o backup existente.
O recurso permanece em uma fase inicial de desenvolvimento tanto para iOS quanto para Android e ainda não está acessível para testes beta. De acordo com os dados divulgados, a Meta ainda pode alterar substancialmente a funcionalidade ou optar por não lançá-la. Apesar disso, há expectativa de que o serviço seja lançado futuramente, visto que ele pode representar uma nova fonte de receita para a companhia através da comercialização de planos de armazenamento em nuvem.
A Nvidia iniciou o envio de uma quantidade limitada de seus chips H200 de inteligência artificial para a China, após receber autorizações governamentais dos Estados Unidos. Esta notícia foi divulgada em uma audiência no Congresso, em Washington, por uma autoridade comercial americana nesta terça-feira (14).
Este envio envolve um dos processadores mais sofisticados da empresa estadunidense e acontece no contexto da disputa tecnológica entre os Estados Unidos e a China. Essa rivalidade é marcada por restrições de exportação de semicondutores classificados como estratégicos para fins militares.
Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, somente um volume muito pequeno de unidades foi liberado até o momento. Embora empresas chinesas tenham obtido permissões específicas para adquirir esses componentes, a extensão das vendas futuras ainda aguarda avaliações de segurança e aprovações complementares.
Jeffrey Kessler, subsecretário de Comércio para Indústria e Segurança dos Estados Unidos, confirmou os primeiros embarques do H200 durante uma sessão do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes. Ele declarou que as exportações realizadas até então foram mínimas.
O Departamento de Comércio americano informou que aproximadamente dez companhias chinesas já tinham autorização para comprar os chips em maio, mas nenhuma entrega havia sido finalizada naquela época. Entre as empresas aprovadas estavam Alibaba, Tencent e ByteDance (responsável pelo TikTok).
Adicionalmente, uma unidade da fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações ZTE e mais duas empresas do país foram recentemente incluídas na lista de companhias autorizadas a adquirir os chips avançados de IA produzidos pela Nvidia e pela AMD.
O governo americano mantém rigorosos controles sobre a venda de tecnologias sensíveis para entidades chinesas. As empresas listadas em restrições precisam obter licenças específicas antes de receber qualquer produto, software ou equipamento originário dos Estados Unidos.
A comercialização do H200 tornou-se um ponto central de discórdia na disputa tecnológica entre as duas maiores economias mundiais. Washington alega que semicondutores de alta performance podem ser empregados em projetos militares chineses, buscando limitar o acesso de Pequim a tais tecnologias.
Durante a audiência, o deputado Gregory Meeks, líder democrata do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, criticou a gestão das políticas de exportação americanas. Ele argumentou que as medidas de controle perderam eficácia ao serem usadas como instrumento de negociação nas relações com a China.
O parlamentar sugeriu que o presidente Donald Trump transformou os controles de exportação em uma ferramenta de barganha em negociações mais amplas com Pequim, questionando as decisões que concederam licenças para o envio de chips avançados de IA.
Kessler defendeu a atuação do Departamento de Comércio, enfatizando que a prioridade é assegurar o cumprimento das restrições vigentes. Ele também sinalizou que novas regulamentações relativas à inteligência artificial e semicondutores podem ser anunciadas futuramente.
Além das questões sobre exportações autorizadas, parlamentares levantaram incertezas sobre possíveis falhas envolvendo chips ainda mais avançados da Nvidia. O deputado republicano Bill Huizenga questionou as diretrizes do Departamento de Comércio referentes a possíveis aquisições irregulares de chips Blackwell por subsidiárias chinesas localizadas fora do país.
Kessler respondeu que as empresas que receberam componentes sem autorização devem notificar voluntariamente quaisquer violações. Contudo, Huizenga insistiu que o governo deveria estabelecer uma postura mais definida sobre a retenção desses equipamentos.
Historicamente, a Nvidia possui grande interesse no mercado chinês de inteligência artificial, visto como um dos maiores centros de desenvolvimento tecnológico. No entanto, a empresa enfrentou limitações comerciais impostas pelos Estados Unidos, que restringiram parte de seus produtos destinados ao país asiático.
O H200 pertence à geração Hopper da Nvidia e é considerado um modelo anterior aos chips Blackwell, que apresentam desempenho superior. A permissão para vender para a China representa uma chance de reverter parcialmente as receitas da fabricante neste mercado.
Ainda não está determinado se a China permitirá compras em grande escala desses processadores. Se o acesso aos chips americanos permanecer restrito, as empresas chinesas podem optar por soluções desenvolvidas internamente, que são consideradas menos avançadas para o treinamento de sistemas de inteligência artificial.