Mark Alexander, presidente da SA Rugby, defendeu recentemente a precificação dos jogos dos Springboks Tests na terça-feira. Ele afirmou que os altos custos operacionais são necessários para manter a sustentabilidade do rugby local.
Discussão sobre preços de ingressos
O presidente da SA Rugby, Mark Alexander, explicou que as recentes controvérsias sobre a precificação na organização não são motivadas pela ganância, mas sim pela necessidade de garantir a sustentabilidade do rugby na África do Sul. A disputa surgiu em relação ao custo dos ingressos para os jogos da Copa do Mundo contra Inglaterra, Escócia e País de Gales, gerando críticas significativas nas redes sociais. Torcedores e especialistas argumentavam que a maioria dos cidadãos não pode pagar para assistir aos campeões mundiais nos estádios locais.
Resultados dos jogos e planos
Antes do jogo contra a Inglaterra, no Estádio Ellis Park, a SA Rugby ajustou os preços, oferecendo descontos substanciais para certas categorias mais perto da data do jogo. Apesar da reação negativa, os estádios Ellis Park e Loftus Versfeld receberam mais de 98.000 torcedores nos jogos contra Inglaterra e Escócia. A frequência total nesses dois jogos foi de 86%, ligeiramente abaixo da meta de 91% (85% em Joanesburgo e 87% em Pretória). No entanto, na segunda-feira, a SA Rugby prometeu realizar uma 'revisão cuidadosa e reavaliação' do processo após a temporada de 2026 em resposta às preocupações dos torcedores.
Argumentos a favor da precificação
Na terça-feira, durante a abertura do evento Castle Double Malt Rugby’s Greatest Rivalry no Estádio FNB em Joanesburgo, Alexander insistiu que os preços dos ingressos foram calculados com base nos princípios de desenvolvimento sustentável. Ele observou que a organização não possui grandes reservas financeiras, o que é visível nos relatórios financeiros. Portanto, a alegação de ganância é injusta. Alexander enfatizou que os principais beneficiários da realização desses jogos são os governos provinciais e as cidades. Por exemplo, no ano passado, quando recebeu a Austrália em Ellis Park, o impacto econômico para a região foi de 256 milhões de randes.
Ele também esclareceu que realizar jogos no exterior custa menos do que realizá-los localmente. Alexander acrescentou que, como eles não podem pagar jogadores internacionais, precisam cobrir os custos de seguro de cada jogador por todo o contrato, caso algo dê errado. Assim, a organização do jogo é um evento caro.
Próximos jogos e parceria
Quatro jogos estão programados na província de Gauteng dentro do Rugby's Greatest Rivalry. O Estádio Loftus sediará o terceiro jogo do torneio entre Bulls e All Blacks em 15 de agosto, e Ellis Park realizará dois jogos: o primeiro será um Test contra os visitantes em 22 de agosto, seguido por um amistoso contra os Lions alguns dias depois. O terceiro Test também ocorrerá em Joanesburgo, mas no grande Estádio FNB em 5 de setembro, após o segundo Test, que será em Cidade do Cabo na semana anterior.
De acordo com o site oficial do Rugby’s Greatest Rivalry, os ingressos para os dois primeiros Tests já estão esgotados. Os ingressos disponíveis para o jogo no Estádio FNB custam entre 1.657,50 e 4.007,50 randes, sendo que ingressos de categorias mais baixas estão indisponíveis. Alexander revelou que a realização dos quatro jogos Test em Gauteng não foi exclusivamente um objetivo econômico. Ele comparou isso com os jogos na Nova Zelândia, onde jogam em Dunedin, sob as condições mais difíceis. O objetivo é fazer com que os adversários enfrentem dificuldades, assim como a equipe é forçada a viajar para Dunedin, que fica longe das rotas principais e exige voos em três aviões.
Além disso, há o lado econômico da questão. Realizar jogos no Estádio FNB, com capacidade para 94.000 espectadores, bem como em Ellis Park, é um motivo para buscar receita. A SA Rugby tem um acordo de parceria 50/50 com a Nova Zelândia, que se estenderá até 2030.
