Donald Trump anunciou o recuo de sua proposta de cobrar uma tarifa de 20% sobre mercadorias que transitam pelo Estreito de Ormuz, revendo a medida anunciada 24 horas antes sob a justificativa de custos de segurança da rota marítima.
Mudança na política comercial
Inicialmente, Trump havia declarado em sua plataforma Truth Social que os Estados Unidos seriam reconhecidos como os 'Guardiões do estreito de Ormuz' e exigiriam uma taxa equivalente a 20% do valor da carga, além de planejar restabelecer o bloqueio aos portos iranianos. Contudo, em uma publicação posterior na mesma rede social, ele informou que optou por substituir essa cobrança de 20% por meio de 'acordos de comércio e investimento' que os diversos Estados do Golfo firmariam com os Estados Unidos.
Promessas de investimento e emprego
Essa nova abordagem foi apresentada após Trump ter realizado 'conversações muito produtivas com líderes do Médio Oriente'. Ele previu que os investimentos resultantes seriam 'enormes' e 'extraordinariamente benéficos', tanto para os Estados Unidos quanto para os países da região, cujos nomes não foram especificados. O ex-presidente prometeu que os EUA alcançariam o maior investimento em dólares da história, e que os novos aportes levariam a um aumento desse valor, trazendo fábricas, unidades industriais e equipamentos aos EUA em níveis recordes, gerando milhões de empregos bem remunerados para americanos.
Posicionamento sobre Irã e segurança
Trump garantiu que os Estados Unidos estavam 'novamente ganhando como nunca antes' e fez referência a um número não confirmado de 52.000 manifestantes assassinados pelo Irã, citando eventos ocorridos entre o final de dezembro de 2025 e janeiro do ano corrente. Ele reafirmou que o Irã jamais possuiria uma arma nuclear, elogiando o 'impressionante poder militar' dos Estados Unidos durante o conflito com Teerão, assim como o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, e os altos comandantes militares.
Trump acrescentou que, graças a essas forças, o Estreito de Ormuz permaneceria aberto a todo o tráfego marítimo, exceto para o Irã, responsabilizando as autoridades de Teerão, que ele descreveu como 'mentirosas, violentas e perversas'. Ele declarou a intenção de impor um bloqueio completo, mas restrito apenas aos navios que entrassem ou saíssem de portos iranianos ou transportassem qualquer carga ligada ao Irã. Recentemente, os Estados Unidos intensificaram ataques contra o Irã para evitar que Teerão atacasse embarcações no Estreito de Ormuz, o que levou a retaliações do Irã contra aliados regionais de Washington, colocando em risco o cessar-fogo estabelecido em 8 de abril e o memorando de entendimento assinado em junho passado.
