A FIFA acabou no centro das atenções por motivos negativos, evocando associações com os detetives de Agatha Christie. O artigo examina um caso de identificação errônea que ocorreu durante a Copa do Mundo, analisando as consequências desse erro para o jogo e para os atletas.
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Cenário do cartão amarelo
Durante uma partida, quando o placar estava empatado em 1 a 1 aos 67 minutos, o jogador argentino Leandro Paredes recebeu um cartão amarelo após um carrinho em Briel Embolo. No entanto, a análise de vídeo mostrou que o jogador suíço já estava caindo antes do contato com Paredes, levando Embolo a receber um aviso de acordo com o protocolo de 'identificação errônea' aplicado neste Campeonato Mundial.
Perda de jogador e reação do técnico
O árbitro explicou o incidente com o conceito de 'identificação errônea', resultando na expulsão de Briel Embolo. O técnico suíço Murat Yakin expressou forte insatisfação, declarando: 'Fomos punidos por uma regra que, na minha opinião, é completamente inaceitável. É muito doloroso termos sido retirados do jogo dessa maneira. Não acho que mereçamos isso hoje.' Apesar de jogar com dez homens, a Suíça conseguiu levar o jogo ao tempo extra, antes que o lado exausto vencesse por 3 a 1.
Casos anteriores e protocolo VAR
Anteriormente, neste Campeonato Mundial, um árbitro deu incorretamente um cartão amarelo ao jogador americano Tim Rimm, mas o sistema VAR corrigiu isso, anulando o cartão e atribuindo-o ao jogador paraguaio Miguel Almirón por simulação de falta. No entanto, essa explicação não acalmou a raiva dos torcedores suíços e espectadores neutros em relação ao próprio sistema.
Este caso de identificação errônea não é um erro insignificante; diferentemente da Copa do Mundo de 2014, quando uma foto do presidente dos EUA, Barack Obama, foi usada na camisa em vez do zagueiro Chris Smalling, esta situação afeta o próprio protocolo VAR (Árbitro Assistente de Vídeo).
A regra do VAR permite corrigir a 'identificação errônea', transferindo um cartão amarelo ou vermelho do jogador punido indevidamente para o jogador que realmente cometeu a infração, ou até mesmo para um jogador da equipe adversária se ele foi o verdadeiro infrator.
Sistema e motivos financeiros
O autor compara a situação a uma cena de crime, onde é necessário identificar o culpado entre os suspeitos. No entanto, observa-se que alguns personagens ausentes estão nos camarotes VIP. Uma reflexão mais ampla diz respeito ao fato de que a identificação incorreta é a principal causa de condenações errôneas nos Estados Unidos.
No contexto do futebol, o autor aponta que o futebol se transformou em um instrumento de lavagem de dinheiro esportivo, já que patrocinadores como McDonald's, Coca-Cola, Lay's e Budweiser lucram sem assumir responsabilidade pela ligação de seus produtos com doenças como obesidade e diabetes.
Papel da FIFA e críticas
Críticos apontam que os principais atores, como Gianni Infantino, e os patrocinadores corporativos protegem o legado internacional de Lionel Messi para fins de marketing. O autor observa que a FIFA promove o jogo como um negócio e fonte de receita, e não como um esporte para a saúde.
Dentro do torneio, que ocorre em três países, foram identificados problemas relacionados aos EUA e à FIFA, bem como seus líderes, incluindo Trump e Infantino. Menciona-se que Infantino concedeu acesso excessivo à administração de Donald Trump aos jogos, além de garantir a proibição total de entrada do Irã no país durante as partidas.
Posições de técnicos e oficiais
O técnico argentino Scaloni expressou indignação com as acusações de favoritismo, afirmando que eles usam a crítica para estimular os jogadores. Ele também demonstrou confiança no processo VAR, alegando que 'não há dupla interpretação com o VAR' e que todas as regras foram claramente explicadas antes do início da Copa do Mundo.
O chefe de árbitros da FIFA, Pierluigi Collina, defendeu recentemente a integridade dos juízes, negando pressão externa e afirmando que os árbitros gozam da total confiança da organização.
Conclusão e exigências
Embora a situação devesse ser clara, ela se viu envolta em contradições. O autor acredita que, aos olhos do público, o grande vilão tornou-se a máquina de dinheiro que a FIFA se transformou. Ele clama por transparência e responsabilidade reais, exigindo que todos os membros do conselho da FIFA divulguem publicamente suas receitas, e insistindo na representação de jogadores e torcedores como contrapeso à influência do dinheiro.