Um novo estudo global, realizado a pedido da AutoTrader, a maior plataforma de mercado de automóveis do Reino Unido, revelou que os motoristas sul-africanos passam em média mais de dez dias por ano ao volante exclusivamente para ir ao trabalho.
Um novo estudo global, realizado a pedido da AutoTrader, a maior plataforma de mercado de automóveis do Reino Unido, revelou que os motoristas sul-africanos passam em média mais de dez dias por ano ao volante exclusivamente para ir ao trabalho.
O tempo médio gasto pelos motoristas sul-africanos é de 10 dias, 4 horas e 48 minutos por ano. Este valor excede significativamente a média mundial de 8 dias, 5 horas e 53 minutos. Além disso, a África do Sul lidera o ranking internacional, superando ligeiramente a Índia (10 dias, 1 hora e 55 minutos) e a Irlanda (9 dias, 14 horas e 10 minutos).
Enquanto os motoristas australianos registraram as viagens diárias médias mais longas, totalizando 1 hora e 49 minutos, o que reflete as dificuldades da mobilidade urbana moderna, outros países demonstram tendências diferentes. Por exemplo, nos Países Baixos e no Reino Unido, os motoristas gastam muito menos tempo dirigindo devido aos sistemas de transporte público desenvolvidos. Os motoristas alemães e franceses apresentam altos índices de quilometragem durante as férias, indicando que acumulam milhas para viagens de fim de semana.
Tom Roberts, especialista em leasing de automóveis na AutoTrader, comentou os resultados, observando que o estudo demonstra diferenças nos estilos de condução em todo o mundo, desde longos trajetos diários na África do Sul até a forma como franceses e alemães usam suas milhas para viagens de verão. Ele enfatizou que entender quanto tempo uma pessoa passa ao volante ajuda a escolher um carro adequado ao estilo de vida.
Na África do Sul, esses números apontam para um problema estrutural mais profundo. Ao contrário dos países europeus com redes ferroviárias bem desenvolvidas, os habitantes da África do Sul enfrentam uma combinação de expansão urbana, opções limitadas de transporte público e aumento dos preços dos combustíveis, transformando esses dez dias numa viagem tanto onerosa em termos de tempo quanto num fardo financeiro significativo.