O presidente da FIFA, Gianni Infantino, está considerando a possibilidade de aumentar o número de equipes na Copa do Mundo para 64 participantes, apesar das discussões anteriores sobre um formato de 48 equipes. Ele informou à publicação suíça Bluewin que a decisão de expandir o torneio masculino para 64 equipes antes da final da Copa do Mundo de 2030 será objeto de discussão após o término do torneio atual.
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Razões e Apoio à Ideia
De acordo com o The Guardian, Infantino afirmou que esta ideia 'é inegavelmente uma questão que será considerada e discutida' pelos comitês competentes da FIFA. Ele justificou isso dizendo que a Copa do Mundo deve ser realizada 'para o mundo inteiro', e não apenas para a Europa e América do Sul, enfatizando o princípio da justiça.
Inicialmente, a proposta de transição para 64 equipes foi apresentada pelo presidente da federação uruguaia, Ignacio Alonso, em uma reunião do Conselho da FIFA em março de 2025. Posteriormente, essa iniciativa foi apoiada pelo presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez, que a chamou de seu 'sonho'. Assim, esta proposta, originária da América do Sul, está agora sendo analisada por Infantino.
Significado para a África e Sucesso Atual
Para os torcedores do Bafana, a discussão dentro da estrutura da FIFA é de grande interesse, pois um maior número de países significa mais oportunidades de classificação para o torneio, mesmo que isso não garanta a participação automática da África do Sul. A Al Jazeera observa que o torneio atual foi a primeira Copa do Mundo masculina com 48 equipes, seguindo o formato de 32 equipes usado de 1998 a 2022. Infantino chamou o novo formato de 'grande sucesso', destacando que as pequenas nações passaram a ter um papel mais significativo.
Ele citou estatísticas, afirmando que 'nove em cada dez equipes africanas chegaram à fase de mata-mata', em comparação com cinco equipes africanas na Copa do Mundo anterior.
Formato Potencial e Reação das Estruturas de Futebol Mundiais
A potencial transição para 64 equipes quase certamente exigirá uma nova discussão sobre a distribuição de vagas entre os continentes, embora a FIFA ainda não tenha anunciado o formato, a divisão de vagas, a data da votação ou garantias para a África. Uma das opções discutidas prevê 16 grupos de quatro equipes, dos quais os dois melhores avançam para uma fase de mata-mata de 32 jogos. Tal formato poderia aumentar o número total de partidas do torneio para 128, em comparação com 104 partidas no formato de 48 equipes.
A Copa de 2030 já possui várias características: os principais países anfitriões são Espanha, Portugal e Marrocos, e jogos históricos ocorrerão no Uruguai, Argentina e Paraguai em comemoração ao centenário da primeira Copa do Mundo no Uruguai em 1930. No entanto, a FIFA ainda não aprovou o plano de 64 equipes, e o órgão gestor não estabeleceu prazos para a decisão; qualquer alteração no formato requer aprovação do Conselho da FIFA.
Contudo, alguns líderes expressaram dúvidas: o presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, chamou a proposta de 'má ideia', e o presidente da Confederação Asiática de Futebol, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, alertou que abrir as portas excessivamente pode levar ao 'caos'. O presidente da CONCACAF, Victor Montagliani, também se manifestou, dizendo que a ideia 'não parece correta' e pode prejudicar o 'ecossistema futebolístico mais amplo'.