O Primeiro-Ministro Modi informou que o governo indiano tem aumentado ativamente a produção interna de gás liquefeito de petróleo (GLP), diversificado os fornecimentos de petróleo bruto e utilizado a diplomacia para proteger os consumidores do aumento acentuado dos preços e da escassez durante a mais grave crise energética das últimas décadas, desencadeada pela guerra no Oriente Médio.
Expansão do Refino de Petróleo
Discursando na cerimônia de inauguração do novo complexo de refino de petróleo e petroquímica da HPCL Rajasthan Refinery Ltd em Pachpaddra, distrito de Balotra, estado de Rajastão, Modi destacou que esta unidade de refino faz parte do aumento planejado da capacidade produtiva do país. Ele enfatizou que nos Estados Unidos não foi construída nenhuma nova refinaria nos últimos cinquenta anos, enquanto as capacidades europeias diminuíam continuamente. Graças a isso, a Índia se tornou a quarta maior potência de refino de petróleo do mundo, e o país planeja continuar a aumentar esse potencial.
Superação da Crise Energética
Segundo o Primeiro-Ministro, a Índia conseguiu superar o que ele chamou de maior crise energética do século XXI, graças a medidas políticas oportunas e decisões estratégicas que permitiram ao país sobreviver aos choques. Modi observou que, enquanto algumas forças espalhavam rumores e semeavam o medo publicamente, um trabalho enorme estava sendo realizado 24 horas por dia nos bastidores.
Ele acrescentou que aqueles que desejavam o fracasso da Índia e previam seu colapso estão hoje, em sua opinião, 'afundando no desespero'. Durante a crise, a tarefa prioritária era manter estoques suficientes de gás de cozinha, visto que a Índia importa cerca de 60% de suas necessidades de GLP, e quase 90% desses suprimentos vinham dos países do Golfo Pérsico através do Estreito de Ormuz antes do conflito.
Medidas de Apoio e Diplomacia
Modi relatou que, assim que a crise começou, as refinarias foram ordenadas a maximizar a produção de GLP. Como resultado, a produção de GLP aumentou de 35.000 toneladas para 54.000 toneladas em sete dias. Além disso, o governo expandiu as conexões com a rede de distribuição de gás para reduzir a pressão sobre os estoques de GLP. Apesar das interrupções, os consumidores domésticos foram protegidos do impacto total do aumento dos preços. A crise levou a um aumento nos preços do petróleo bruto de aproximadamente US$ 70 para US$ 120 por barril e perturbou as cadeias de suprimentos, mas, como enfatizou o Primeiro-Ministro, nenhum racionamento de combustível foi implementado nem por um dia.
Ele também mencionou que as empresas de petróleo na Índia sofreram perdas superiores a 75.000 crore de rúpias entre abril e junho. Modi atribuiu o sucesso à atividade diplomática da Índia, que ajudou a diversificar a importação de energia durante a crise. Antes do conflito, a Índia recebia matérias-primas e outras fontes de energia de cerca de 26 países, e durante a crise, esse número aumentou para mais de 40. Modi declarou que a Índia enviou uma mensagem clara ao mundo: 'para nós, os interesses nacionais e o bem-estar de nossos cidadãos são de suma importância.'