O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, afirmou que existe uma comunidade que constitui um mercado notável e considera necessário aprofundar a cooperação económica e comercial entre os povos dos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Conceito de comunidade e cooperação
Na opinião do chefe de Estado de Moçambique, o desafio atual é aprofundar este conceito. Ele sublinhou que a cooperação ao nível da CPLP tem um enorme significado se for transformada numa comunidade genuína.
Chapo explicou que por 'comunidade' ele entende o reconhecimento pela cada país da necessidade do outro. Reconhecendo esta interdependência, os países podem transformar-se num todo unificado, que não só será coeso e unido, mas também trabalhará para aumentar o valor nos aspetos comercial e económico.
Importância da solidariedade
O Presidente de Moçambique enfatizou que o aspeto económico não deve ser o único objetivo da organização. Ele observou que a cooperação é importante, mas a solidariedade desempenha um papel crucial. É preciso entender que todos os participantes precisam uns dos outros e, como irmãos de uma mesma comunidade, devem demonstrar solidariedade.
Daniel Chapo concluiu que o fortalecimento do conceito de comunidade no âmbito da CPLP reforçará a coesão entre os Estados-membros e criará condições para benefícios tangíveis em todo o espaço lusófono. Acrescentou que o reforço deste conceito levará inevitavelmente ao desenvolvimento económico e social necessário a todos os membros da CPLP.
História da criação da CPLP
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa foi fundada em Lisboa a 17 de julho de 1996 por países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Timor-Leste juntou-se à organização em 2002, após recuperar a independência nesse mesmo ano, e Guiné Equatorial tornou-se membro da CPLP em 2014, na cimeira em Díli.


