O Comitê Fiscal do Uzbequistão expressou respeito pela posição do Banco Central em relação às questões de sigilo bancário e controle de transferências de dinheiro entre pessoas físicas.
O Comitê Fiscal do Uzbequistão expressou respeito pela posição do Banco Central em relação às questões de sigilo bancário e controle de transferências de dinheiro entre pessoas físicas.
O órgão enfatizou que qualquer transmissão de informações aos bancos deve estar estritamente em conformidade com a legislação, garantindo a proteção de dados pessoais, o sigilo bancário e a manutenção da confiança dos cidadãos no sistema financeiro. O Comitê lembrou que o Artigo 41 da Constituição garante a confidencialidade das operações, contas e depósitos bancários, e tais aspectos são regulamentados pela Lei do Sigilo Bancário e pelo Código Tributário.
A legislação permite que os órgãos fiscais recebam dados sobre clientes de bancos nos casos previstos em lei, e o Código Tributário estabelece as obrigações dos bancos em transmitir essas informações. No entanto, o Comitê Fiscal salientou que as próprias transferências P2P entre pessoas físicas não estão sujeitas a tributação. Os representantes do órgão declararam que não se trata de um controle abrangente das transações pessoais dos cidadãos.
De acordo com o comitê, o projeto em desenvolvimento visa criar um formato de interação com os bancos que seja seguro, compreensível e esteja em conformidade com os padrões internacionais. A discussão pública deste projeto já foi concluída, e todos os comentários recebidos, incluindo a opinião do Banco Central, serão analisados para a tomada de decisões apropriadas.
Anteriormente, o vice-presidente do Banco Central, Aborrukhuja Turdaliyev, expressou a opinião de que a norma proposta sobre a transmissão de informações a órgãos fiscais sobre grandes transferências de cartão para cartão contradiz o Artigo 41 da Constituição. O Banco Central também apontou uma possível incompatibilidade do projeto com a Lei do Sigilo Bancário. Na opinião do regulador, a implementação dessa norma pode levar à violação de direitos constitucionais dos cidadãos, ao estímulo ao uso de dinheiro em espécie, ao aumento da circulação na economia informal e à fuga de fundos do sistema bancário.
O BC também observou que não possui informações sobre a escolha do limiar de 500 unidades contábeis básicas por mês, o que equivale a 206 milhões de soums para transmissão de informações. No final de junho, o Comitê Fiscal apresentou um projeto de decreto pelo qual as instituições financeiras deveriam informar aos órgãos fiscais sobre transferências P2P de pessoas físicas se o volume mensal excedesse o valor especificado. Exceções seriam previstas para transferências entre parentes próximos e entre cartões próprios de uma mesma pessoa. Este projeto provocou críticas durante as audiências públicas, pois os usuários apontaram o risco de violação do sigilo bancário e diminuição da confiança no setor bancário.
Posteriormente, o Comitê Fiscal esclareceu que esta iniciativa não anula o sigilo bancário nem concede acesso ilimitado aos bancos às contas dos cidadãos. A questão do monitoramento de transferências P2P foi levantada anteriormente: em maio de 2023, o Banco Central já havia se oposto à transmissão de informações relativas ao sigilo bancário aos órgãos fiscais. Além disso, em abril de 2026, o presidente do BC, Timur Ishmetov, enfatizou a necessidade de implementar quaisquer decisões nessa área em conformidade com os requisitos do sigilo bancário.
O Comitê Fiscal do Uzbequistão declarou que respeita a posição do Banco Central em relação ao sigilo bancário e ao controle de transferências entre pessoas físicas (P2P). O Comitê enfatizou que a interação com os bancos deve ocorrer estritamente dentro dos limites da legislação vigente.
O Comitê observou que qualquer troca de dados com os bancos deve garantir a proteção do sigilo bancário, dos dados pessoais e da confiança pública no sistema bancário. De acordo com o Artigo 41 da Constituição do Uzbequistão, a confidencialidade das operações, depósitos e contas bancárias é garantida.
As questões de sigilo bancário também são regulamentadas pela Lei 'Sobre Sigilo Bancário' e pelo Código Tributário. De acordo com a Lei 'Sobre Sigilo Bancário', as informações podem ser fornecidas às autoridades fiscais sobre questões de tributação dos clientes do banco, de acordo com os procedimentos estabelecidos por lei. O Código Tributário, por sua vez, define as obrigações dos bancos de fornecer informações às autoridades fiscais nos casos e procedimentos previstos na legislação tributária.
O Comitê destacou separadamente que as próprias transferências P2P entre pessoas físicas não estão sujeitas a tributação, e a iniciativa proposta não prevê um controle massivo das transferências de dinheiro pessoais dos cidadãos. O objetivo do projeto, segundo o Comitê, é criar um mecanismo de cooperação seguro, transparente e compatível com os padrões internacionais entre as autoridades fiscais e os bancos.
O Comitê Fiscal informou que as consultas públicas sobre o projeto já foram concluídas. Todas as propostas recebidas, incluindo a posição do Banco Central, serão cuidadosamente analisadas antes da tomada de decisão final sobre este documento.