Em função de tempestades solares registradas no início do mês, houve grande expectativa pela formação de auroras no hemisfério norte. O brasileiro Alexis Rottini, residente em Stephen, Minnesota, nos Estados Unidos, capturou imagens impressionantes desse fenômeno e as compartilhou com o Olhar Digital.
Detalhamento do evento
Rottini relatou que não estava ciente da tempestade solar, mas tomou conhecimento da possibilidade do ocorrido por meio de um aplicativo que monitora e alerta os usuários sobre a formação de auroras. Além das fotos divulgadas, foram compartilhadas outras duas imagens do dia 4.
Mecanismo de formação das auroras
As auroras, que são um fenômeno óptico visto em latitudes extremas, podem ser observadas a olho nu nos céus noturnos. Embora tipicamente apresentem tonalidades esverdeadas, elas também podem exibir cores como vermelho, azul, violeta e rosa. O Sol possui ciclos de atividade de 11 anos, e atualmente ele se encontra no Ciclo Solar 25, que tem sido estudado de perto por cientistas.
Processo de ejeção solar
No pico dos ciclos solares, a superfície do astro apresenta manchas que indicam concentrações de energia. Quando as linhas magnéticas se entrelaçam nessas manchas, elas podem provocar um rompimento, gerando rajadas de vento. Estas rajadas constituem explosões solares maciças que lançam partículas carregadas, como prótons e elétrons, para fora da estrela em jatos de plasma, conhecidos como ejeção de massa coronal (CME).
Classificação e interação com a Terra
Os clarões são categorizados por um sistema alfabético da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) — A, B, C, M e X —, dependendo da intensidade dos raios-X emitidos, sendo cada nível dez vezes mais intenso que o anterior. Se o jato estiver direcionado à Terra, a magnetosfera planetária desvia a maior parte dessas partículas. Contudo, algumas conseguem atravessar a atmosfera seguindo as linhas magnéticas, particularmente nas áreas polares, onde interagem com moléculas presentes, resultando na produção das auroras.
