A ex-professora de KwaZulu-Natal, Kalivan Govender, não conseguiu receber o salário devido no valor de 40.000 randes, nem o bônus de aniversário. Isso ocorreu depois que o Conselho de Relações Trabalhistas na Educação (ELRC) decidiu que sua demissão, formalizada por apresentação de documentos de qualificação falsificados, encerrou legalmente seu vínculo empregatício.
Motivos da Demissão e Apelação
O caso começou com uma audiência disciplinar em janeiro de 2025, que considerou Govender culpada de uma falta grave – a apresentação de um certificado de qualificação falso. Na tentativa de anular essa decisão, Govender recorreu ao escritório do Ministro da Educação de KwaZulu-Natal (MEC). Este pedido de apelação foi rejeitado em janeiro de 2026, confirmando oficialmente sua demissão.
Erro Administrativo
No entanto, devido a uma falha de comunicação entre o escritório do MEC e o departamento de recursos humanos, o escritório distrital em Pinetown nunca recebeu informações sobre os resultados da apelação. Como resultado, Govender continuou a trabalhar e recebeu o salário integral de janeiro, fevereiro e março de 2026, apesar de sua demissão ter sido confirmada.
A situação foi identificada por Musavenkosi Dlamini, investigador da unidade de combate à fraude e ética do departamento. Após descobrir o erro, Dlamini ordenou em abril de 2026 que o perfil da funcionária Govender na região de Pinetown fosse suspenso e que quaisquer pagamentos salariais futuros fossem imediatamente interrompidos.
Ação Judicial no ELRC
Quando chegou o dia programado para pagamento do salário, 15 de abril de 2026, Govender não recebeu seus fundos. No dia seguinte, ela deixou a escola e não retornou. Em seguida, ela procurou o ELRC com uma ação alegando violação da legislação trabalhista, exigindo o pagamento do salário de abril e do bônus de aniversário.
Durante o arbitramento, Govender alegou ter sabido apenas em junho de 2026 sobre o insucesso de seu recurso. Ela insistiu que, como continuou trabalhando até meados de abril, tinha direito à remuneração pelos serviços prestados. Além disso, ela apontou que o recebimento dos holerites eletrônicos oficiais confirmava seu status de funcionária do departamento.
Posição do Departamento e Decisão da Comissão
O departamento, por sua vez, argumentou que os pagamentos efetuados após a confirmação da demissão foram resultado de um erro administrativo. Ele também informou que já havia iniciado o processo de ressarcimento dos valores pagos indevidamente a Govender por fevereiro e março de 2026.
Em sua decisão, a Comissária Shezi aceitou a explicação do departamento de que a continuidade dos pagamentos foi causada exclusivamente pelo atraso na execução da decisão de apelação. Ela estabeleceu que o vínculo empregatício de Govender foi legalmente encerrado no momento da confirmação da demissão pelo MEC, o que significava a ausência de base legal para continuar trabalhando ou receber remuneração. A Comissária também determinou que o departamento agiu legalmente ao suspender os pagamentos assim que soube da finalidade da demissão.
Em última análise, o ELRC concluiu que Govender não conseguiu provar que o departamento violou a legislação trabalhista ao reter seu salário de abril de 2026, e rejeitou totalmente seu pedido.

