O Comitê Fiscal do Uzbequistão comentou as observações do Banco Central sobre o projeto de decreto que tratava da transmissão de dados sobre grandes transferências P2P. O órgão destacou especialmente que esta iniciativa não implica supervisão total das operações financeiras pessoais dos cidadãos.
Essência do Projeto de Decreto
A crítica surgiu devido ao projeto de decreto do Comitê Fiscal, que previa a troca de dados entre os órgãos fiscais e os bancos. De acordo com este projeto, os bancos deveriam notificar os órgãos fiscais se um cidadão recebesse, em um mês, uma soma de conhecidos superior a 500 vezes o valor básico de cálculo (BRV), que atualmente é de 206 milhões de soms.
Posição do Comitê e Legalidade
Os representantes do comitê declararam que respeitam a posição do Banco Central em relação à proteção de dados pessoais e sigilo bancário. No entanto, enfatizaram que quaisquer interações com os bancos ocorrerão estritamente dentro do quadro legal vigente, garantindo a confidencialidade e mantendo a confiança da população no sistema bancário. O comitê lembrou que o direito ao sigilo bancário é garantido pelo artigo 41 da Constituição, e o procedimento para fornecimento de informações é regulamentado pelas leis de 'Sigilo Bancário' e pelo Código Tributário, que já definem os casos de transmissão obrigatória de dados aos órgãos fiscais.
Objetivos e Discussão Pública
O comitê salientou que as transferências entre pessoas físicas por si só não são objeto de tributação. Foi especialmente destacado que o projeto não visa o controle em massa de transferências pessoais. Na opinião dos representantes do comitê, a principal tarefa desta iniciativa é criar um mecanismo transparente e seguro de troca de informações entre bancos e serviços fiscais, em conformidade com os padrões internacionais. A discussão pública foi concluída, e todas as propostas recebidas, incluindo a opinião do Banco Central, serão consideradas antes da tomada de decisão final.
Crítica de Defensores dos Direitos Humanos
Anteriormente, o novo projeto de lei foi duramente criticado pelo líder da organização de defesa dos direitos humanos 'Ezgulik', Abdurakhmon Tashanov. Ele insistiu que a interferência nas informações pessoais só é admissível caso o cidadão esteja sob perseguição legal das estruturas de aplicação da lei com base em mandado correspondente.

