Jochen Spangenberg, vice-diretor do departamento de pesquisa e projetos de cooperação da Deutsche Welle, reconheceu a importância de estudar o impacto do enorme volume de desinformação no espaço digital, incluindo o cansaço entre os verificadores de fatos.
A natureza do impacto da desinformação
Ele enfatizou que o problema vai além da simples mentira. Ele inclui o impacto do conteúdo digital que pode ser criado por usuários, bem como notícias obtidas de vários contextos noticiosos. Spangenberg observou que existem muitos materiais capazes de ter um sério impacto negativo no bem-estar mental.
A importância da prevenção e estratégia
Portanto, na opinião de Spangenberg, é crucial preparar as pessoas antecipadamente para tais situações, utilizando mecanismos existentes de enfrentamento de estresse e trauma. Ele aconselhou a desligar o som, pois a informação sonora é mais memorável para o cérebro do que as imagens visuais. O responsável também insistiu na necessidade de ter estratégias de prevenção e técnicas de evitação à mão, que podem proteger a pessoa, especialmente se ela for jornalista.
Conclusões científicas e avisos
Spangenberg salientou que, apesar da limitação das pesquisas atuais na área, é evidente que a exposição a material digital potencialmente traumático pode ter consequências muito negativas para a saúde mental. Ele alertou que ninguém deseja sofrer colapso ou problemas de saúde a longo prazo. Como representante da organização, ele procura proteger sua equipe, e individualmente teme consequências como transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Contexto do seminário
Essas declarações foram feitas durante o seminário Connecting UE, organizado pelo Comitê Econômico e Social Europeu (CESE). O seminário ocorreu em 6 e 7 de julho em Sofia, Bulgária, e teve como tema 'Proteção dos valores europeus: o poder da sociedade civil.'

