A lenda dos Sharks, Pat Lambie, expressa confiança de que a franquia sediada em Durban está seguindo na direção certa sob a liderança do técnico principal JP Pietersen. Ele prevê um renascimento significativo do clube se a união conseguir cultivar uma atmosfera de equipe saudável e priorizar os talentos locais de KwaZulu-Natal.
Experiência e Apoio a Pietersen
Lambie, que passou grande parte de sua vida na área de Kings Park, possui um profundo conhecimento da base cultural necessária para restaurar a antiga grandeza dos Sharks. Suas primeiras memórias estão ligadas a correr descalço nos campos externos após os jogos em Durban. Sua família também estava envolvida com o rugby: seu avô, Nick Labuschagne, representou Natal e foi presidente da União de Rugby de Natal, e seu pai, Jan, jogou como fullback pela província nos anos 80.
Lambie jogou 101 vezes no time titular dos Sharks entre 2009 e 2017, e passou uma parte significativa de sua carreira ao lado de seu antigo colega de equipe, Pietersen. Lambie, de 35 anos, que agora trabalha com desenvolvimento imobiliário na costa norte de KZN, declarou: «Eu joguei cinco temporadas com JP. Eu tenho um enorme respeito por ele e espero que ele tenha uma longa e bem-sucedida carreira como técnico dos Sharks».
Visão de uma Nova Era
Lambie acredita que a transição de um ex-jogador para o cargo de líder é a melhor decisão para os Sharks, pois ele está introduzindo algo novo. Ele observou que JP, tendo sido jogador dos Sharks por muitos anos, teve a oportunidade de jogar sob a orientação de treinadores notáveis e ao lado de jogadores brilhantes, participando tanto de equipes eficazes quanto ineficazes, o que lhe permitiu aprender muito.
Ex-jogador da seleção sul-africana com 56 partidas, Lambie está convencido de que um ambiente de equipe vivo e coeso é o fundamento indispensável para iniciar uma nova era de sucesso em Kings Park. Ele espera que JP crie uma ótima cultura onde jovens atletas possam se desenvolver e aprender com colegas mais experientes. Lambie deseja ver um time Sharks que joga de forma emocionante, mas que também forma jogadores capazes de se tornar a próxima geração da seleção sul-africana, jogando 30, 40 ou 50 partidas.
Prioridade ao Talento Local
Na opinião de Lambie, há talentos escolares suficientes em KZN para não recorrer ao recrutamento de jogadores de outras províncias. Se esses jovens atletas forem integrados aos sistemas juvenis e colocados sob a orientação de JP, ele acredita que alguns deles se tornarão nomes conhecidos em KZN e futuros jogadores da seleção sul-africana.
Lambie lembrou que, quando era adolescente, ao passar das equipes escolares SA Schools para o time titular dos Sharks, havia 13 ou 14 jogadores ativos da seleção sul-africana no vestiário. Ele enfatizou que a maioria desses jogadores começou nos Sharks ou veio de outras uniões, tornando-se posteriormente membros da seleção. Ele acredita que isso faz uma grande diferença, pois eles são eternamente gratos aos Sharks pelo que o clube fez por eles.
Ele gostaria que a situação se desenvolvesse exatamente assim: se você quer jogar pela seleção sul-africana, você vem aos Sharks, onde jogará rugby de qualidade, e o clube o ajudará a realizar o sonho. Um exemplo desse caminho é Andre Esterhuizen, que se juntou à academia dos Sharks logo após terminar a escola em Clerksdorp e permanece uma das figuras mais orgulhosas da união uma década depois.
Importância dos Formandos Locais
Lambie também observou que JP foi um desses jogadores, vindo de Witbank para o sistema juvenil, e ele poderia falar sobre sua gratidão aos Sharks por ajudá-lo a se tornar um jogador da seleção sul-africana. Ele insiste na atração de jogadores para os Sharks desde cedo, para que possam melhorar suas carreiras, e quando vestem o uniforme, demonstram total dedicação.
Os moradores locais de Durban já alcançaram sucesso na promoção de formandos de escolas locais. Entre exemplos recentes estão Ethan Hooker e Zekhethelo Siyaya da Westville Boys' High, os irmãos Hendricks de Glenwood (Jaden e Jordan), e o ex-capitão do Hilton College, Nick Hutton. Lambie concluiu que quanto mais estudantes de KZN entram no sistema juvenil, depois no Currie Cup e além, melhor. Isso é muito atraente para os fãs, pois reflete a cultura única dos Sharks, e é muito mais vantajoso direcionar recursos para talentos locais.
Além disso, Lambie destacou o enorme valor de ter um grupo de veteranos estabelecidos e dedicados que podem inspirar a próxima geração de formandos da academia. Ele lembrou de seus primeiros ídolos nos Sharks: Henry Honiball, Andre Jobert e Dick Moore, e depois Butch James, Gary Tahman e Kabusa van der Westhuizen. Mais tarde foram Brent Russell, Trevor Halstead e Craig Davidson. Lambie compartilhou que teve muita sorte de jogar ao lado de estrelas que admirava na escola, como John Smith, Rowan Pinaar, Stefan Terblanche, Johann Müller e Jacques Botha. Essas pessoas eram verdadeiros pilares dos Sharks, e a oportunidade de sentar no vestiário com ídolos da infância lhe dava uma enorme dose de motivação e inspiração.
