Lionel Scaloni declarou que almeja que a seleção argentina seja eternizada como uma equipe que 'nunca desistiu', preparando os campeões para o confronto com a trabalhadora Suíça nas quartas de final da Copa do Mundo de Futebol.
Preparação para o torneio
Os campeões defendentes passaram com sucesso pela fase de grupos do evento global de 2026, mas nos jogos eliminatórios tensos, tiveram que enfrentar sérios desafios por parte de Cabo Verde e Egito. A equipe sul-americana não havia perdido em 11 partidas da Copa do Mundo, buscando ser a primeira nação depois do Brasil em 1962 a conquistar o troféu duas vezes.
No entanto, em Kansas City, eles terão um grande teste contra a bem preparada equipe suíça. Em uma coletiva de imprensa antes da partida no Arrowhead Stadium na sexta-feira, Scaloni enfatizou que o apoio à La Albiceleste é uma questão de pura paixão.
Filosofia da equipe
O técnico de 48 anos compartilhou que gostaria que a seleção nacional fosse lembrada como um coletivo que nunca cedeu. Ele admitiu ter sentido emoções fortes ao observar a demonstração de apoio de um jovem torcedor. Scaloni observou: 'Nós, a equipe técnica e os jogadores, jogamos futebol por isso. Não jogamos futebol apenas por vencer. E quando você vê o que vem do nosso coração, é simplesmente incrível. Quando você vê uma criança de dez anos dizendo essas coisas com tanta paixão, e todos gritam 'Argentina', é muito emocionante. Este é o legado que eu quero.'
Posição sobre cobranças de faltas
Nas próximas quartas de final, Lionel Messi voltará ao campo onde marcou um impressionante hat-trick na primeira partida, garantindo uma vitória convincente de 3 a 0 sobre o Argélia. O atacante do Inter Miami está atualmente empatado com Kylian Mbappé, da França, com oito gols na disputa pela Bola de Ouro, e também aumentou seu recorde como artilheiro da história da Copa do Mundo, marcando 21 gols em sua carreira.
Potencialmente, a contagem de Messi poderia ser ainda mais impressionante se ele não tivesse desperdiçado dois pênaltis, o que não é característico dele. No entanto, Scaloni rejeitou firmemente quaisquer suposições de que ele poderia privar seu inspirador capitão do direito de cobrar faltas. Scaloni insistiu: 'Nem me passaria pela cabeça dizer a ele para não cobrar o próximo pênalti. Que ele faça o que quiser. Nós temos jogadores que podem cobrá-los, mas ele vai cobrar se quiser, e se não, depende dele. Que ele faça o que quiser em campo.'
Futuro de Messi e adversários
O treinador argentino acrescentou que o mascote de 39 anos permanecerá no mais alto nível do futebol mundial pelo tempo que desejar. Scaloni afirmou: 'Aos 39 anos, alguns podem pensar que ele não conseguirá lidar com o desafio, mas eu disse anteriormente que enquanto ele quiser, será o melhor. Eu digo isso não porque eu o treino, mas porque acho que, se ele quiser, continuará sendo o melhor.'
Ele continuou, relembrando o passado: 'Aqueles que veem seus treinos, aqueles que o veem hoje, nem conseguem imaginar como ele era aos 23 anos, quando jogava no Barcelona sob o comando de Pep Guardiola.'
Scaloni alertou que a equipe sólida da Suíça, liderada pelo influente capitão Granit Xhaka, representa um obstáculo sério na busca pelas finais. Ele acrescentou: 'Eles têm uma longa história nas Copas do Mundo. Eles têm jogadores muito experientes e são fisicamente fortes. Será um adversário difícil, com certeza. Nós os respeitamos muito, assim como todos os nossos adversários. Eles eliminaram a equipe da Colômbia, que teve resultados excepcionais durante este torneio.'
Se a Argentina superar o obstáculo suíço, espera-se um emocionante semifinal contra a Inglaterra ou Noruega.
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