O Conselho Nacional de Táxis da África do Sul (SANTACO) rejeitou alegações de que a maioria dos operadores de táxi não paga imposto de renda corporativo, IVA ou impostos sobre salários, classificando essas acusações como enganosas e baseadas em um entendimento incorreto da estrutura do setor.
Contexto da disputa no setor
Essas declarações surgiram em meio a discussões contínuas no setor de táxis, já que a Organização para Erradicação de Abusos Fiscais (OUTA) e o Aliança Democrática (DA) afirmaram anteriormente que parte do setor de táxis opera fora do sistema tributário oficial devido à sua natureza predominantemente em dinheiro e informal.
Estrutura tributária
O SANTACO esclareceu que a grande maioria dos motoristas está registrada como empresários individuais e, portanto, são tributados sob o imposto de renda pessoal, e não sob o imposto corporativo. A organização insiste que as alegações de não conformidade generalizada não levam em conta a estrutura legal e operacional da indústria, onde os operadores atuam como indivíduos particulares, e não como empresas registradas.
Posição do SANTACO sobre as acusações
O SANTACO expressou preocupação com as repetidas declarações da Organização para Erradicação de Abusos Fiscais (OUTA) e de outros grupos que alegam que o setor de táxis utiliza 'brechas fiscais' e que a maioria dos motoristas não paga imposto de renda corporativo, IVA ou impostos sobre salários. O Conselho afirmou que tais acusações são factualmente imprecisas, juridicamente errôneas e criam uma falsa impressão de que o setor de táxis opera fora do regime fiscal sul-africano.
Requisitos e dados
Além disso, a organização enfatizou que os operadores são obrigados a cumprir os requisitos fiscais ao obter ou renovar licenças de operação. O SANTACO acrescentou que as alegações de não conformidade em larga escala não são apoiadas por dados verificados pela SARS (Autoridade Tributária da África do Sul).
Defesa da integridade do setor
O presidente do SANTACO, Abnar Tsebe, declarou que eles não podem permanecer inativos enquanto o setor que transporta milhões de sul-africanos diariamente é submetido a acusações repetidas e enganosas disfarçadas de fatos. Ele observou que a crítica deve ser verdadeira, baseada em evidências e na lei, e o SANTACO defenderá firmemente os motoristas de táxi honestos contra narrativas que criminalizam injustamente todo o setor.
Reconhecendo que alguns indivíduos podem violar obrigações fiscais ou regulatórias, o SANTACO rejeita tentativas de generalizar tais casos para todo o setor, considerando isso uma ação injusta e irresponsável.

