A Agência Internacional de Energia (IEA) informou que os estados africanos garantiram compromissos adicionais de 900 milhões de dólares para expandir o acesso a métodos de cozimento limpos após uma reunião virtual de alto nível na quinta-feira.
Volume total de compromissos
Estas novas promessas aumentam o montante total de compromissos para mais de 3,1 bilhões de dólares desde a primeira cúpula, realizada em Paris em 2024. Nesse evento, governos, bancos de desenvolvimento e parceiros do setor privado prometeram 2,2 bilhões de dólares para reduzir a dependência de combustíveis poluentes.
Participantes da sessão virtual
A reunião virtual reuniu o presidente do Quênia, William Ruto, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gar Støre, o secretário de estado dos EUA, Chris Wright, o comissário da União Africana para Infraestrutura e Energia, Lerato Matabogo, e o diretor executivo da IEA, Fatih Birol, para avaliar o progresso e anunciar novos compromissos financeiros e políticos.
O problema do acesso à culinária limpa
De acordo com a IEA, quase um bilhão de pessoas no continente africano ainda não têm acesso à culinária limpa, utilizando combustíveis como carvão vegetal e lenha. Esses métodos contribuem para cerca de 850.000 mortes prematuras anualmente.
Declarações de líderes e relatórios
Ruto enfatizou que 'a ambição sozinha não é suficiente. Ela deve ser apoiada por investimentos'. O presidente do Quênia acrescentou que eliminar a lacuna de acesso à culinária limpa na África exigirá investimentos maciços, mas o financiamento anual permanece significativamente abaixo do nível necessário, tornando os anúncios de hoje muito importantes.
A IEA informou que dos fundos prometidos na cúpula de 2024, já foram destinados 740 milhões de dólares a 22 países africanos. Além disso, 121 novas políticas foram implementadas nesta área em mais de 30 países que abrangem 80% dos africanos sem acesso à culinária limpa.
Relatório de financiamento da IEA
Fatih Birol observou: 'Em nossa Cúpula de 2024, mobilizamos 2,2 bilhões de dólares em compromissos de setores governamental e privado para culinária limpa na África, que devem ser totalmente pagos até 2030. Eu disse que monitoraríamos cada dólar doado e cada fogão entregue aos lares. Hoje, tenho o prazer de informar que mais de um terço desses fundos já foi distribuído em apenas dois anos. Desde então, novos parceiros apresentaram compromissos adicionais de 900 milhões de dólares, e espera-se que mais cheguem antes da retomada da Cúpula.'
Novos programas e definições
A agência também lançou o Programa de Segurança da Culinária Limpa para fortalecer as cadeias globais de abastecimento de combustíveis para cozinhar, especialmente gás liquefeito de petróleo (GLP), após interrupções na navegação no Estreito de Ormuz afetarem os fornecimentos mundiais no início deste ano. Culinária limpa é definida como o uso de tecnologias e fontes de energia de baixas emissões, como bioetanol, biogás e eletricidade, em vez de fontes tradicionais, como carvão vegetal e lenha.

