O Ministro Principal Omar Abdullah saudou o aumento no número de turistas que chegam ao Jammu e Caxemira (J&K), mas observou que pode ser necessária uma regulamentação do fluxo para proteger os locais turísticos da região e garantir uma melhor experiência aos visitantes.
Riscos do crescimento turístico descontrolado
Segundo Abdullah, aglomerações descontroladas de pessoas podem levar à sobrecarga do tráfego, à falta de infraestrutura e ao excesso de ocupação dos locais, privando os turistas da atmosfera tranquila que esperam. Ele enfatizou que a região não é um parque temático como Disney World ou Las Vegas, e o apelo do Caxemira reside em seus rios, lagos, montanhas, geleiras e paisagens. Portanto, a proteção desses recursos naturais deve permanecer o principal objetivo de qualquer plano de desenvolvimento turístico.
Vulnerabilidade do turismo na região
O ministro lembrou que, mesmo antes do ataque em Pahalgam no ano passado, já havia um problema de congestionamento devido ao grande influxo de turistas. Pouco depois, surgiu a preocupação de que hotéis e atrações estivessem vazios. Essa experiência demonstrou o quão frágil pode ser o turismo no Jammu e Caxemira, pois um único incidente pode afetar toda a temporada.
Princípios do turismo sustentável
Ao discursar na cúpula sobre 'Planejamento de Turismo Sustentável', Abdullah afirmou que o turismo sustentável é baseado em valores. Ele acrescentou que a responsabilidade reside em criar condições em que os moradores locais recebam uma renda maior e o turismo permaneça ecologicamente e economicamente viável para as gerações futuras. O ministro pediu que se decidisse se vale a pena ganhar dinheiro cobrando uma rupia de cada turista, ou se é preciso criar uma experiência para que um turista esteja disposto a pagar cem rupias. A resposta a essa questão deve definir todos os futuros planos de desenvolvimento turístico.
Importância da implementação dos planos
Abdullah também enfatizou a necessidade de cumprimento rigoroso das normas de construção e dos planos de desenvolvimento turístico. Ele alertou que um plano é bom apenas na medida em que é bem implementado. A aplicação seletiva de regras causa insatisfação e mina a confiança pública. O planejamento turístico não deve se limitar a escritórios; ele deve ser desenvolvido em consulta com as comunidades locais que residiram nesses lugares por gerações.

