Após um litígio no setor agrícola, foi alcançado um acordo que permite aos agricultores realizar a vacinação privada contra a febre aftosa. Isso foi anunciado pelo Ministro da Agricultura, Willie Aucamp.
Detalhes do Acordo e Negociações
O acordo foi firmado com organizações representativas do setor agrícola após as ações judiciais. O Ministro da Agricultura, Willie Aucamp, observou que isso foi resultado de negociações prolongadas sobre o controle do surto de febre aftosa. Essas negociações ocorreram na quinta-feira, 9 de julho de 2026, em Pretoria, e envolveram três requerentes: Sakeliga, South African Agri Initiative (SAAI) e Free State Agriculture, além de outros réus.
Aucamp enfatizou que este acordo representa um passo significativo para a estabilidade do setor agrícola do país. Ele declarou que esta é uma vitória não apenas para as partes envolvidas, mas também para todos os agricultores sul-africanos, visto que este setor contribui significativamente para a criação de empregos e PIB do país.
Condições da Vacinação Privada
A condição principal do acordo é a possibilidade de proprietários e gerentes de gado bovino realizarem a vacinação voluntária de seu gado contra a febre aftosa. Este procedimento deve ser realizado de acordo com requisitos específicos de biossegurança, regulamentos legais e condições, incluindo rastreabilidade e relatórios.
Aucamp acrescentou que este acordo demonstra a disposição do governo em cooperar com o setor privado, uma vez que o governo não pode lidar com essa tarefa sozinho. Portanto, eles pretendem continuar trabalhando com todos os participantes da indústria e do setor privado no combate ao surto de febre aftosa.
Mudança na Política de Importação de Vacinas
O ministro informou que agora é necessário permitir que o setor privado realize importações em grande volume. Foi por esse motivo que o Departamento e a Onderstepoort Biological Products (OBP) renunciaram oficialmente aos direitos exclusivos de importação e/ou distribuição de vacinas contra a febre aftosa.
Os requerentes também expressaram gratidão pela conclusão bem-sucedida desta questão e prometeram continuar a cooperar com o Departamento na resolução da crise da febre aftosa.
Reação de Figuras Políticas
Willie Aucamp agradeceu a todos os participantes do processo judicial por sua abordagem construtiva e orientada para soluções, destacando que esta fase é apenas o começo. A principal prioridade agora será a implementação eficaz dessas decisões.
Jan de Villiers, porta-voz nacional da Democratic Alliance, afirmou que o anúncio do ministro Aucamp sobre a renúncia do governo ao controle estatal total sobre a importação e distribuição de vacinas abrirá caminho para estruturas privadas e agricultores adquirirem e vacinarem seu gado, o que é um ponto de viragem. Ele observou que o Departamento de Agricultura, sob a liderança do ministro Aucamp e da OBP, renunciou oficialmente aos direitos exclusivos de importação e/ou distribuição de vacinas contra a febre aftosa.
De Villiers também salientou que proprietários e gerentes de gado bovino agora podem vacinar voluntariamente seu gado contra a febre aftosa, desde que cumpram as regras de biossegurança, rastreabilidade e relatórios. A DA saúda o acordo entre o Departamento de Agricultura, SAAI, Sakeliga e Free State Agriculture, pois isso permitirá que o setor privado adquira e distribua vacinas contra a febre aftosa.
De Villiers indicou que o acordo entre o Ministro da Agricultura Willie Aucamp, o presidente da SAAI Theo de Jager, o presidente da Free State Agriculture Francois Vilkenn e o diretor executivo da Sakeliga Piet le Roux é um grande passo em direção à erradicação da febre aftosa. Ele acrescentou que este acordo abre o mercado e dá às estruturas privadas o direito de importar e distribuir vacinas, encerrando os processos judiciais anteriores. A DA apela para que os atores do setor privado iniciem a importação em larga escala dessas vacinas, observando que a urgência do ministro Willie Aucamp, apenas uma semana após assumir o cargo, demonstrou sua clara intenção de priorizar as necessidades dos agricultores sul-africanos.
Piet le Roux, diretor executivo da Sakeliga, expressou sua opinião de que este é um bom desfecho do processo judicial. Ele observou que o objetivo do litígio era garantir que os agricultores pudessem obter e aplicar vacinas, o que foi alcançado através do acordo. Ele agradeceu a todas as partes envolvidas no acordo e desejou sucesso aos agricultores no combate à febre aftosa.

