O fabricante brasileiro de equipamentos aeronáuticos Embraer anunciou que atingiu um volume recorde de pedidos pendentes, totalizando US$ 32,1 bilhões até o final do primeiro trimestre de 2026. A empresa prevê que sua receita anual ultrapassará US$ 10 bilhões até 2030 ou antes.
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Volumes de Pedidos e Resultados
Além disso, se incluirmos opções e direitos de compra, o volume total de pedidos é de US$ 52 bilhões. A Embraer demonstrou resultados recordes em todas as suas unidades de negócios. Até o final de 2025, os pedidos na aviação comercial somavam cerca de US$ 14,5 bilhões, o que cobre aproximadamente cinco anos de produção. A aviação executiva contribuiu com US$ 7,6 bilhões, o setor de defesa com US$ 4,4 bilhões e serviços e suporte com US$ 5,1 bilhões.
Planos para 2026 e Crescimento
Em 2026, a empresa planeja entregar 255 aeronaves, incluindo 80 a 85 jatos comerciais e 160 a 170 jatos executivos. Prevê-se que a margem EBIT fique entre 8,7% e 9,3%, e o fluxo de caixa livre exceda US$ 200 milhões. Desde 2022, a Embraer tem aumentado sua receita em cerca de US$ 1 bilhão anualmente, recuperando-se da queda de receita para US$ 3,8 bilhões durante a crise de 2020. Esse crescimento é parcialmente atribuído ao programa de redução de ciclos de produção; por exemplo, o tempo de montagem do avião de transporte militar KC-390 Millennium foi reduzido de 17 meses em 2021 para 8,5 meses.
Sucessos das Unidades e Novos Clientes
Arjan Mayer, líder da unidade de aviação comercial da Embraer, classificou 2025 como um dos anos mais bem-sucedidos para essa área. Neste período, a empresa entregou 78 aeronaves, gerou uma receita de US$ 7,4 bilhões e conquistou 76% de seu segmento de mercado em concorrência com o Airbus A220. A família E2 recebeu mais de 500 pedidos firmes, sendo que desde 2024 o programa atraiu 397 pedidos, opções e direitos de compra. Atualmente, há 24 clientes na frota E2, e 202 aeronaves foram entregues, acumulando mais de 1,25 milhão de horas de voo desde sua entrada em operação em 2018. Mayer observou que a confiabilidade de despacho da frota E2 é de 99,5%, o que é líder de sua categoria. Além disso, os problemas operacionais relacionados aos motores Pratt & Whitney GTF foram amplamente resolvidos; se em março de 2025 22% da frota E2 estava parada, em junho de 2026 restava apenas uma ou duas aeronaves paradas.
Expansão de Mercado e Projetos Futuros
Novos clientes do E2 incluem Virgin Australia, a japonesa ANA, a companhia aérea escandinava SAS, a sul-africana Airlink e a empresa de leasing Azorra, que encomendou adicionalmente 15 aeronaves em junho. Em março de 2026, a Finnair fechou um contrato por até 46 aeronaves E195-E2 (incluindo 18 pedidos firmes, 16 opções e 12 direitos de compra), com início de entregas previsto para a segunda metade de 2027. A Avelo Airlines, dos EUA, tornou-se o primeiro cliente E2 nos Estados Unidos, encomendando 50 aeronaves com direito à compra de mais 50. A Embraer está concluindo a certificação de seu sistema Embraer Enhanced Take-off System (E2TS), projetado para melhorar o desempenho de decolagem, carga útil e alcance das aeronaves E2; espera-se que o sistema chegue ao mercado em 2027. A empresa também promove um programa de conversão de aeronaves de passageiros E190 para carga, e a primeira aeronave convertida no Brasil já iniciou suas operações.
Desenvolvimento Estratégico e Presença Global
A Embraer identificou a Índia como um mercado estratégico, assinando um memorando de entendimento que prevê a possibilidade de estabelecer operações de montagem no país para o mercado interno, onde vê grande potencial para a aviação regional. A empresa opera quatro unidades de negócios: aviação comercial, aviação executiva, defesa e segurança, e serviços e suporte. Sua subsidiária Eve desenvolve um táxi aéreo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL), cuja produção em série está prevista para 2028-2029, com potencial de receita anual de US$ 1 a US$ 1,5 bilhão após atingir a produção em larga escala. A empresa conta com mais de 23.000 funcionários. Desde sua fundação em 1969, a Embraer entregou mais de 9.000 aeronaves para mais de 2.000 clientes, abrangendo mais de 60 países e forças armadas. Nos últimos 25 anos, a empresa certificou 20 novos tipos de aeronaves. Seu pessoal de engenharia inclui mais de 4.000 especialistas, dos quais 1.400 possuem formação acadêmica, e a empresa detém mais de 900 patentes. As instalações de produção estão localizadas no Brasil, nos Estados Unidos (Melbourne e Jacksonville, Flórida) e em Portugal. O centro global de aviação comercial da empresa está em Amsterdã, com escritórios em Dubai, Índia, Singapura e China.