Um menino de dez anos foi resgatado de um apartamento em Goiânia, no estado brasileiro de Goiás. A criança vivia confinada em seu quarto, onde observava outras crianças brincarem pela janela, mas não tinha permissão para sair. O resgate ocorreu no dia do aniversário do menino.
Detalhes do Resgate e Condição da Criança
Segundo informações do g1, os fatos ocorreram na quinta-feira, 9 de julho, quando o Conselho Tutelar, órgão análogo à CPCJ em Portugal, foi acionado e realizou o resgate com apoio das autoridades. Em imagens divulgadas, o menino conversou com um dos agentes, relatando estar sem água ou comida, e mencionou ter consumido biscoitos oferecidos por uma vizinha.
A equipe precisou usar uma escada para se comunicar melhor com a criança, que manifestou desejo de residir com o pai, uma questão que a justiça brasileira está avaliando. A mãe foi detida e teria alegado às autoridades que saiu à noite para trabalhar e trancou a criança, que é diabética, para impedir o acesso a alimentos, justificando que queria evitar que o filho comesse em excesso.
Denúncias e Situação Doméstica
Embora não esteja claro quem acionou as equipes de resgate, era sabido que a situação era conhecida pelos vizinhos. O porteiro, Carlos Eduardo Freitas, informou ao g1 que a criança costumava gritar no quarto durante todo o dia, e que era triste vê-la interagir com as crianças ao ar livre apenas à tarde.
Outra testemunha, Loiana Kelly Brito, afirmou ter presenciado a mãe agredindo a criança e que havia avisado o Conselho Tutelar. Ela também relatou que outra moradora havia ligado para o Conselho Tutelar após ouvir o menino gritando por socorro sozinho pela janela, e essa vizinha chegou a ajudar a alimentá-lo.
Saúde e Consequências do Abandono
Ao serem abertas a porta do apartamento e do quarto pelos militares, a criança declarou que esperava ter uma vida melhor. Ele foi levado ao hospital, onde análises revelaram que sua diabetes estava descompensada. Um conselheiro, Cleiton Araújo, explicou que a glicose dele havia se alterado significativamente devido ao período de jejum.
O g1 acrescenta que a criança necessitará de uma medicação diferente para receber insulina e, por isso, foi transferida para outro hospital. Detalhes adicionais sobre seu estado de saúde são desconhecidos. Além da privação alimentar, o menino utilizava uma garrafa para realizar suas necessidades e portava canetas de insulina, o que Araújo classificou como 'muito perigoso'. A residência apresentava grande desordem, com roupas sujas espalhadas, lixo e comida estragada.

