O presidente Cyril Ramaphosa apelou aos líderes mundiais durante sua visita oficial de três dias à França para que tornassem a educação uma prioridade máxima. Esta visita visou fortalecer as relações bilaterais, perpetuar a memória dos soldados sul-africanos caídos e promover a reforma educacional global.
Educação como base do desenvolvimento
Enfatizando as profundas ideias de Nelson Mandela de que 'a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo', Ramaphosa destacou a importância crítica da educação para o desenvolvimento do potencial humano, a transformação da vida das pessoas e a capacitação das nações para construir um futuro mais próspero e inclusivo.
Reuniões e participação na UNESCO
Durante a visita, ocorreram reuniões de alto nível com o presidente francês Emmanuel Macron. Além disso, Ramaphosa participou ativamente na sede da UNESCO, onde copresidiu uma reunião dos líderes do Comitê Executivo Superior para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (Educação de Qualidade), a convite do Diretor-Geral Khaled El-Enany.
Desafios da agenda educacional mundial
Em seu discurso, Ramaphosa alertou que os complexos problemas globais, incluindo conflitos, pandemias, pobreza, desigualdade e mudanças climáticas, tornaram a agenda educacional internacional 'mais importante do que nunca'. Ele afirmou que, diante de desafios complexos e interconectados, como conflitos, pandemias, pobreza, desigualdade e os efeitos das mudanças climáticas, a agenda global do ODS 4 torna-se extremamente significativa.
Três pilares de ação
Ele delineou três áreas chave de ação: aprendizagem básica e contínua, fortalecimento da profissão docente e transformação digital inclusiva. Ramaphosa insistiu que a alfabetização sólida, as habilidades matemáticas e as competências socioemocionais formam a base necessária para a jornada educacional do aluno.
Além disso, ele observou que os resultados de aprendizagem melhoram quando os professores recebem apoio adequado, são equipados com os recursos necessários e estão totalmente envolvidos em seu trabalho. Ao mesmo tempo, enfatizou que a transformação digital é uma 'medida inegociável se quisermos preparar adequadamente os alunos de hoje para os futuros locais de trabalho, economias e sociedades'.
Financiamento e direitos humanos
Ramaphosa ressaltou aos delegados que a educação é tanto um direito humano universal quanto um 'bem público' que deve ser protegido contra exclusão e mercantilização. Definindo o financiamento como um catalisador vital para a realização do potencial educacional, ele apelou por uma reestruturação abrangente dos sistemas de financiamento existentes.
Ele apresentou os Putis como um plano de estabilidade financeira de longo prazo, citando exemplos de inovações, como trocas de dívida por educação, implementadas com sucesso na Indonésia e Costa do Marfim. Também enfatizou a necessidade de combater a corrupção e a má gestão para proteger os recursos, defendendo uma governança financeira pública global mais robusta.
Apelos à juventude e aos estados
Ramaphosa sublinhou que os jovens devem participar na criação de soluções como coautores ativos, e não apenas como beneficiários. Para apoiar esta geração, ele apelou ao desenvolvimento de estruturas educacionais sustentáveis, capazes de prever falhas, adaptar-se de forma justa e, em última análise, proporcionar resultados transformadores.
Concluindo seu discurso, ele pediu que os estados-membros adotassem políticas que considerassem os riscos, alinhassem seus investimentos com as estratégias nacionais e realizassem o planejamento orientado por gênero, declarando: 'Vamos deixar Paris hoje com a determinação de transformar as decisões deste Comitê na realidade diária de cada aluno. A geração de hoje e a geração do futuro contam conosco.'


