Vincent Barnes, ex-treinador nacional de arremesso da equipe Proteas, declarou que os jogadores da equipe alcançam seus resultados por mérito próprio, mas enfatizou que os objetivos de transformação permanecem significativos. Esses comentários foram feitos por ele durante o podcast Crossing the Line, em parceria com Riland Fisher.
Trabalho na Cricket South Africa
Barnes acredita que há um trabalho significativo sendo realizado na Cricket South Africa para criar oportunidades para atletas que antes poderiam não ter tido tais chances. Ele observou que, embora isso possa ser relutantemente reconhecido, os objetivos de transformação ainda existem por razões sólidas. Ao mesmo tempo, ele está confiante de que os jogadores que passam pelo sistema, entrando nas equipes provinciais e nacionais, o fazem exclusivamente com base em suas habilidades.
Experiência e Carreira do Treinador
Em uma extensa entrevista, Barnes falou sobre sua escolha entre o críquete profissional e o futebol durante o auge de sua carreira. Ele compartilhou histórias sobre sua estreia em equipes provinciais aos dezesseis anos, tanto no críquete quanto no futebol. Além disso, ele relatou seu trabalho com alguns dos melhores arremessadores na história do críquete sul-africano e sua atividade atual como diretor do programa escolar SA20.
Ele relembrou as palavras de Gerald Majolo, então CEO da Cricket SA, que o alertou de que, como assistente técnico da Proteas, ele entraria em um ambiente onde não poderia se esconder. Barnes concordou com isso, afirmando que qualquer jovem jogador de críquete que almeje fazer parte da Protea deve entender que, independentemente da cor da pele, não há lugar para se esconder ali. Ele acrescentou que jogar contra os melhores do mundo em condições desfavoráveis ou estranhas exige dedicação total.
Atividade Profissional Após a Cricket SA
Em 2023, Barnes deixou a Cricket SA, ocupando o cargo de gerente de seu programa altamente eficaz. Junto com seu amigo, Ashwell Prince, ex-batedor e capitão da Proteas, ele fundou uma fundação e uma academia de críquete. Mais tarde, ele foi convidado por Graham Smith, outro ex-batedor e capitão da Proteas, que agora dirige o SA20, para retomar o programa escolar nacional que havia sido suspenso há alguns anos. Barnes informou que colabora estreitamente com a Cricket South Africa em torno de uma nova liga competitiva escolar em todo o país, que inclui meninos e meninas, e que 561 escolas participaram dela no ano passado.
Trabalho com Lendas do Críquete
Quando Barnes era treinador de arremesso da Proteas, a seleção masculina nacional sul-africana de críquete contava com alguns dos melhores arremessadores do mundo, incluindo Shaun Pollock, Dale Steyn, Makhaya Ntini, Morne Morkel e Vernon Philander, muitos dos quais alcançaram o status de melhor do mundo. Ele os considerou todos fenomenais e expressou prazer em trabalhar com eles. Barnes observou que desenvolveu uma relação particularmente boa com Dale Steyn, talvez porque o conhecia desde cedo e tinham muitas coisas em comum. Ele também mencionou ter trabalhado com jogadores como Andre Nel, Andrew Hall e Carl Langeveldt, e teve a oportunidade de ajudá-los a progredir em suas carreiras.
Princípios e Apartheid
Barnes, que jogou críquete provincial e futebol em um ambiente não racial durante a adolescência, aceitou que nunca poderia representar a África do Sul durante o apartheid, quando estava no auge de sua forma física. Ele acreditava firmemente que enquanto o apartheid existisse na África do Sul, ele nunca jogaria por seu país, e nada mudaria isso. Apesar das ofertas de clubes brancos em Cidade do Cabo, ele recusou-as, pois era muito sério em relação aos seus princípios, entendendo que sua participação no esporte era impossível até o fim do apartheid.


