O Conselho da UE aprovou um novo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a Hungria, que permitirá a libertação de 10 mil milhões de euros. De acordo com o comunicado da instituição que representa os governos dos 27 Estados-Membros da União Europeia (UE), este montante será distribuído aproximadamente em 6,5 mil milhões de euros em forma de subsídios e 3,5 mil milhões de euros em forma de empréstimos.
Contexto do novo plano
Este PRR foi acordado em maio pelo novo governo húngaro, liderado pelo conservador Péter Magyar, e pela Comissão Europeia. Anteriormente, o acesso a estes 10 mil milhões estava bloqueado desde 2022, pois Bruxelas considerava que a política do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán violava os princípios do Estado de Direito.
Razões para a alteração do plano
Em declaração, o Conselho da UE observou que o plano anterior da Hungria se tornou inviável devido a uma série de fatores. Estes incluem o aumento dos custos causado pela volatilidade dos preços da energia, mudanças inesperadas no cenário geopolítico, dificuldades imprevistas na implementação, bem como atrasos relacionados com restrições temporárias e outros eventos.
Requisitos do novo PRR
A instituição declarou que o novo PRR visa fortalecer o sistema de combate à corrupção, aumentar a transparência no uso de recursos públicos e em compras governamentais. Além disso, inclui medidas destinadas a reforçar a independência do poder judicial e garantir o respeito pelo Estado de Direito.
Condições para receber fundos
No entanto, o Conselho da UE sublinhou que, tal como todos os planos nacionais, os pagamentos deste novo PRR serão efetuados apenas mediante o cumprimento pelos Hungria dos objetivos estabelecidos. A instituição esclareceu que a Comissão transfere os fundos para o país somente após este cumprir os pontos de controlo e metas acordados para a implementação das reformas e investimentos incluídos no respetivo plano.
Prazos de implementação
Graças à aprovação do Conselho da UE, a Hungria está agora numa corrida contra o tempo para aceder aos 10 mil milhões de euros. O prazo final para todos os Estados-Membros cumprirem os pontos de controlo estabelecidos no âmbito dos seus PRR nacionais expira a 31 de agosto.
