Um incêndio ocorreu em uma refinaria de petróleo em Ilsky após a queda de destroços de drones, informou o comando operacional da região de Krasnodar nas redes sociais do Telegram. Também foi notado que não houve vítimas entre a população civil.
Ataques a depósitos de hidrocarbonetos
O governador da região de Rostov, Yuri Sluysar, informou que chamas irromperam em dois locais de armazenamento de hidrocarbonetos após os ataques em Azov. Estes novos ataques à infraestrutura de refino ocorrem em um período em que o país enfrenta problemas no fornecimento de combustível, especialmente graves na península vizinha da Crimeia.
Ações militares e estatísticas
Entre as 20h de quinta-feira (18h no horário de Lisboa) e as 07h de sexta-feira (5h no horário de Lisboa), forças russas destruíram 376 drones ucranianos, de acordo com dados do Ministério da Defesa da Rússia na rede Max. A Rússia continua bombardeando a Ucrânia quase diariamente, mais de quatro anos após o início da guerra — o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial — e nenhuma saída diplomática foi observada até agora.
Situação humanitária e objetivos militares
Dados preliminares da ONU mostraram que junho foi o mês mais violento para a população civil ucraniana desde o início da guerra, com pelo menos 265 mortes e 1816 feridos. Desde a invasão em grande escala da Federação Russa na Ucrânia em fevereiro de 2022, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos registrou a morte de pelo menos 16.402 civis, incluindo 802 crianças. Além disso, 48.428 civis, incluindo 2.948 crianças, foram feridos.
Por sua vez, a Ucrânia intensificou seu avanço no território russo, frequentemente longe da fronteira, visando principalmente a infraestrutura de transporte e petroquímica para tentar reduzir a capacidade de Moscou de financiar os esforços militares. Nos últimos meses, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu regularmente para discutir os eventos na Ucrânia ou os efeitos colaterais da guerra, realizando quatro sessões apenas em junho.
