Inglaterra e Noruega alcançaram os quartas de final da Copa do Mundo de 2026 por caminhos diferentes, mas ambas as equipes demonstraram a resiliência e a qualidade necessárias para passar pelos primeiros quatro jogos do torneio. Uma equipe chegou à América do Norte como favorita, enquanto a outra atuou como um azarão perigoso. Agora, falta apenas uma vitória para avançar às semifinais.
O caminho da Inglaterra para o sucesso
A campanha da Inglaterra foi construída sobre a estabilidade, e não no espetáculo. A equipe passou com confiança pela difícil fase de grupos, graças aos momentos decisivos criados por Harry Kane e Jude Bellingham, conquistando o primeiro lugar em seu grupo. Em vez de depender de um único jogo espetacular, a Inglaterra aumentou gradualmente o ritmo, sofreu poucos gols e ganhou confiança após cada partida.
O teste mais sério para eles foi na fase de 16, onde enfrentaram os anfitriões do México. Apesar de a equipe ter sido reduzida para 10 jogadores, a Inglaterra manteve a calma e obteve uma vitória dramática por 3 a 2, o que sublinhou a resistência e a experiência que se tornaram a marca registrada deste elenco. Kane continua na liderança de gols na Inglaterra, e Bellingham ajudou novamente quando a pressão era máxima.
Estatísticas da Inglaterra
Na fase de grupos, a equipe liderou seu grupo. Na fase de 32, conseguiram voltar ao jogo após sofrer um gol para vencer a DR Congo por 2 a 1. No jogo das oitavas de final, venceram o México por 3 a 2, jogando grande parte do segundo tempo com dez homens. Em cinco partidas, a Inglaterra marcou 11 gols e sofreu um número determinado de gols. Os jogadores chave são Harry Kane, Jude Bellingham, Declan Rice e Ezri Konsa.
A quebra da Noruega
O caminho da Noruega foi muito mais dramático. Eles começaram com uma vitória impressionante sobre o Iraque, depois sofreram sua única derrota contra a França, em um jogo no qual Erling Haaland estava descansando. Depois disso, recuperaram o ritmo e garantiram sua vaga nos playoffs, parecendo cada vez mais perigosos. Os escandinavos venceram o Costa do Marfim e, em seguida, protagonizaram uma das maiores surpresas do torneio, eliminando os cinco vezes campeões do Brasil. Haaland voltou a ser decisivo, aumentando seu placar para sete gols, enquanto o capitão Martin Ødegaard orquestrava os ataques com sua calma característica.
A equipe do técnico Ståle Solbakken também demonstrou uma impressionante flexibilidade tática, usando a velocidade e a criatividade de seus jogadores laterais para complementar o final implacável dos ataques de Haaland. Na fase de grupos, a Noruega ficou em segundo lugar no Grupo I. Na fase de 32, venceram o Costa do Marfim, e na fase de 16, chocaram o Brasil, avançando para os quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez.
Comparação das equipes antes dos quartas de final
Agora, dois caminhos contrastantes convergem para o que promete ser um dos quartas de final mais emocionantes. A Inglaterra dependerá de sua experiência no torneio, disciplina defensiva e histórico comprovado nos playoffs. A Noruega, por outro lado, já mostrou ser capaz de derrotar uma das superpotências tradicionais do futebol e está confiante em suas capacidades. Os confrontos individuais também são muito intrigantes: os zagueiros centrais da Inglaterra enfrentam o desafio complexo de conter um dos principais artilheiros do torneio, Haaland, e o duelo no meio-campo entre Bellingham e Ødegaard pode definir quem controla a posse de bola e cria os momentos decisivos. Se a Inglaterra conseguir limitar a influência de Haaland, terá chances. Mas se o talismã da Noruega continuar sua notável sequência de gols, talvez haja mais uma surpresa.

