A ElasticRun, sediada em Pune, está satisfazendo com sucesso a crescente demanda por comércio expresso na Índia com suas soluções de entrega de última milha. Inicialmente, a empresa demonstrou alguma hesitação em trabalhar com uma pessoa visualmente limitada que entrou em contato pedindo para se juntar à sua rede. No entanto, essa pessoa convenceu a ElasticRun ao demonstrar seus fortes laços locais.
Desenvolvimento da Rede e Acessibilidade Tecnológica
Hoje, a ElasticRun afirma gerenciar uma das melhores redes de execução de pedidos para a empresa. Este caso é um exemplo de como a ElasticRun expandiu o escopo da entrega de última milha para além das grandes cidades e alcançou as áreas rurais do país, além de criar uma plataforma tecnológica acessível a qualquer pessoa. A rede de parceiros da empresa conta com 50.000 pessoas e permite que elas utilizem os serviços totalmente através de smartphones.
A empresa foi fundada em 2016 por Sandeep Deshmukh, Saurabh Nigam e Shitesh Bansal. Eles conseguiram sincronizar três elementos chave de qualquer sistema logístico — imóveis, transporte e os próprios veículos de transporte — em uma única plataforma tecnológica. Isso permitiu que a empresa escalasse para mais de 1000 centros de execução de pedidos, distribuídos por todo o país.
Escala Operacional e Modelo de Negócios
A rede de armazéns e centros de execução de pedidos da startup possui capacidade de triagem e processa mais de cinco milhões de remessas diariamente. A empresa está presente em 22 estados e abrange mais de 600 cidades e localidades. Sandeep Deshmukh, fundador e CEO da ElasticRun, observou em entrevista à YourStory: «Nossa ideia era usar a tecnologia para criar um modelo de logística de baixo custo e garantir que todas essas marcas tivessem acesso às partes mais remotas do país».
Os históricos dos fundadores também ajudaram, pois eles trabalharam anteriormente em empresas como Amazon, Infosys e DHL. Como destacou Deshmukh, «nosso processo de pensamento no momento da fundação era combinar todos os elementos em uma plataforma tecnológica para criar uma rede logística de baixo custo de capital, mas com alta escala, que qualquer pessoa possa usar».
Financiamento e Clientes
A startup, que alcançou o status de unicórnio, atraiu US$ 462 milhões em investimentos de investidores como SoftBank, Prosus e Avataar Ventures. Entre os clientes da ElasticRun estão diversas empresas, incluindo Amazon, Flipkart, Myntra, Ikea, Supertails, Croma e Mokobara.
Ao longo dos anos, a ElasticRun adaptou-se a diferentes fases da logística: inicialmente serviu empresas de comércio eletrônico e, posteriormente, corporações de bens de consumo rápido (FMCG). Atualmente, seu negócio é impulsionado pelo setor de comércio expresso. Nesse processo, a rede da ElasticRun ultrapassou os limites dos megacidades e penetrou em áreas semiurbanas e rurais.
Inovação e Eficiência Operacional
Segundo Deshmukh, a empresa desenvolveu uma solução que garante a conexão com qualquer parte do país a um custo uniforme, independentemente da densidade da demanda. A empresa mudou as regras do jogo na logística ao abandonar o modelo tradicional de «hub-and-spoke», onde os produtos são consolidados em um nó central e movidos para pontos regionais. Em vez disso, ela criou uma rede que realiza entregas mais rapidamente.
Essa flexibilidade ajudou-a a se adaptar ao modelo de entrega rápida. O cofundador observa: «Qualquer pessoa que queira iniciar um comércio expresso pode aproveitar nossa rede logística existente, colocando seu produto conosco e depois entregá-lo aos seus clientes em um tempo muito curto».
Vantagens de Operar Fora dos Megacidades
Deshmukh acredita que a força da ElasticRun reside em sua rede de entrega de última milha, capaz de processar grandes volumes a um custo menor. Isso contribuiu para a expansão da startup para locais de Nível II e além, incluindo áreas rurais. Aqui, a penetração de telefones celulares com acesso à internet foi um fator decisivo para a ElasticRun, pois toda a entrega de última milha poderia ser realizada através de um dispositivo. Além disso, isso transformou muitos moradores dessas áreas em empreendedores, já que a entrega significava uma renda adicional. Hoje, muitas pessoas recebem renda regular e se tornaram parte da economia formal.
Base Tecnológica e Futuro
A empresa afirma que seu stack tecnológico ajudou a se adaptar às mudanças na rede de varejo indiana. A startup opera com base em um modelo SaaS, tornando-a acessível a cada membro de sua rede. Deshmukh explica que o núcleo da plataforma tecnológica é um mecanismo de aprendizado de máquina que aprende continuamente com dados passados, melhorando as previsões. Simultaneamente, a empresa está implementando tecnologias de inteligência artificial (IA), o que aumenta a eficiência e a precisão das operações. Embora Deshmukh acredite que o próximo grande avanço na indústria logística será a IA física.
Os planos da ElasticRun incluem colaborações com empresas de comércio eletrônico, incluindo comércio expresso, FMCG e empresas de vendas diretas ao consumidor (D2C). Os principais motores de crescimento também são os negócios offline que buscam fortalecer sua presença online. Segundo Deshmukh, «neste ano vemos grande interesse desses atores, pois eles estão tentando encontrar maneiras de alcançar seus clientes mais rapidamente».
Ao mesmo tempo, a ElasticRun está claramente focada na lucratividade por economia específica. Deshmukh observa que a demanda por logística está crescendo rapidamente, mas a oferta não acompanha. Dentro dos planos futuros, a ElasticRun pretende acelerar a penetração em áreas semiurbanas e rurais. Deshmukh declarou: «Reduzir prazos é uma grande oportunidade de negócios». Nos próximos 18 meses, a ElasticRun visa se transformar em um mecanismo de execução de pedidos de alta velocidade, mantendo os padrões de qualidade. «No momento, nossas mãos estão ocupadas atendendo ao movimento rápido pelo país», acrescentou Deshmukh.
