De acordo com a última atualização da Organização Meteorológica Mundial (OMM), observa-se o rápido desenvolvimento do fenômeno El Niño no período de julho a setembro. Esta circunstância aumenta a probabilidade de ocorrência de ondas de calor, secas e outros eventos climáticos extremos em muitas partes do globo, incluindo o Subcontinente Indiano.
Impacto do El Niño na Índia
A Índia já está sentindo os efeitos do El Niño. Em junho, o país registrou um déficit significativo de precipitação, de 40%, o que afetou negativamente os plantios de quase todas as culturas de Kharif (de verão). Como resultado, a área total de plantio no país diminuiu em cerca de 23% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Características e Previsão do Fenômeno
O El Niño é um padrão climático natural caracterizado por temperaturas elevadas da superfície do mar na porção central e oriental do Oceano Pacífico equatorial. Este fenômeno está tradicionalmente associado a um monção fraca e a um verão mais rigoroso na Índia. Tais eventos ocorrem a cada dois a sete anos e geralmente duram de nove a doze meses.
A Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo, declarou que as condições de El Niño já começaram e se prevê seu rápido fortalecimento para um evento forte. Ela enfatizou que isso agravará as chances de seca e chuvas fortes, além de aumentar o risco de ondas de calor tanto em terra quanto no mar em várias regiões do mundo.
Situação Agrícola
Embora o déficit de precipitação na Índia vá diminuir gradualmente devido à expansão do monção por todo o país e outros fatores meteorológicos em julho-setembro, o estado dos plantios de Kharif dependerá tanto da quantidade quanto da distribuição espacial das chuvas na 'zona do núcleo do monção' — a região onde a agricultura depende em grande parte das chuvas sazonais.
Segundo o Ministério da Agricultura, em 25 de junho, a área total de plantio foi de 182 lakh hectares, o que é 23% menor do que os 236 lakh hectares do ano anterior. Todas as principais culturas — arroz, leguminosas, oleaginosas, cereais grossos (sorgo e milho) e algodão — apresentaram uma área de plantio menor neste ano em comparação com o ano passado. A maior redução na área foi observada nas culturas oleaginosas, com uma queda de 53%.

