Portugal participou da Conferência sobre Cultura Palestina, que está a decorrer em Madrid. Entre mais de trinta delegações confirmadas, encontram-se ministros do Egito, Argélia, Polónia e Luxemburgo, secretários de estado de França, Portugal e Uruguai, representantes da Líbia e Tunísia, bem como embaixadores e dirigentes da UNESCO e da Liga Árabe.
Posição da Espanha sobre o local do evento
Durante uma conferência de imprensa dedicada ao evento, o ministro da Cultura espanhol, Ernest Urtasun, afirmou que não deve ser considerado normal realizar esta primeira conferência em Madrid e não no território palestiniano. Ele sublinhou que o governo espanhol está a trabalhar para que a segunda edição ocorra na Palestina.
Objetivos e temas da conferência
Urtasun, acompanhado pelo embaixador palestiniano em Espanha, Husni Abdel Wahhed, explicou que o objetivo da conferência é reunir ministros e líderes culturais de diferentes países para determinar como a comunidade internacional pode apoiar «urgente e sustentavelmente» a reconstrução cultural da Palestina. Segundo Urtasun, a conferência analisará seis áreas principais: análise da destruição ocorrida, proteção do património, papel da arte e literatura, cinema palestiniano, transformação digital e estratégias de transformação do setor cultural.
Especificamente, foi declarada a necessidade de passar «do diagnóstico para a ação, da acumulação de recursos para o acompanhamento da reconstrução cultural».
Abertura e declarações dos participantes
A cerimónia de abertura, agendada para o dia 15, terá lugar no Museu Prado. Estarão presentes o realizador palestiniano Basil Adra, vencedor do Óscar de Melhor Documentário, o vice-diretor de cultura da UNESCO, Naif Al-Fayed, e o ministro da Cultura da Palestina, Emad Hamdan. No seu discurso, o ministro observou que «qualquer genocídio acarreta um genocídio cultural». Por sua vez, o embaixador palestiniano condenou as intenções israelitas de destruir a cultura palestiniana, afirmando: «Todos os centros culturais, todas as bibliotecas e todas as universidades na Faixa de Gaza foram deliberadamente destruídos». Ele acrescentou que isto é resultado de uma política consciente de destruição de todos os vestígios da cultura e do futuro do povo palestiniano.
