O Google anunciou que o Google Earth Pro destinado a computadores terá seus downloads interrompidos em 25 de junho de 2027. Apesar dessa mudança, os usuários que já possuem o software instalado poderão continuar utilizando-o em seus aparelhos.
O Google anunciou que o Google Earth Pro destinado a computadores terá seus downloads interrompidos em 25 de junho de 2027. Apesar dessa mudança, os usuários que já possuem o software instalado poderão continuar utilizando-o em seus aparelhos.
As versões web e móveis do Google Earth permanecerão acessíveis normalmente. O Google Earth, plataforma de visualização geográfica e tridimensional da Terra lançada em 2005 após a aquisição da Keyhole (que possuía o EarthViewer desde 2001), foi segmentada em duas categorias. Uma delas é o Google Earth, que opera via navegador e dispositivos móveis (Android e iOS), e a outra é o Google Earth Pro, a edição para desktops compatível com Windows, macOS ou Linux.
Apenas a versão de desktop será descontinuada, enquanto o Google Earth padrão será mantido por tempo indeterminado. Um aviso sobre o fim do suporte foi divulgado na página de ajuda e também está sendo exibido dentro do próprio programa. A nota oficial informa que, embora o aplicativo Google Earth Pro para computador possa ser usado, ele não estará mais disponível para novas instalações após 25 de junho de 2027, recomendando o uso das plataformas web e móveis para a melhor experiência.
A decisão gerou reações negativas, como apontado em um tópico do Reddit, onde um usuário mencionou que a versão web do Google Earth não apresenta tanta consistência quanto a versão Pro na exibição de dados de atributos. O motivo exato do encerramento não foi revelado pelo Google, mas uma hipótese levantada é que a versão de desktop não atinja um volume de usuários considerado alto o suficiente para justificar sua manutenção. O prazo de quase um ano permite que os usuários encontrem alternativas.
A companhia confirmou à Android Authority que, mesmo após a data limite, o Google Earth Pro continuará funcional nos computadores onde já estiver instalado. Além da Terra, o Google Earth também oferece visualizações de outros corpos celestes, incluindo a Lua e Marte.
Astrônomos realizaram uma nova análise do exoplaneta GJ 3378b, sugerindo que este pode possuir características mais semelhantes à Terra do que se acreditava anteriormente. Este corpo celeste está situado a aproximadamente 25 anos-luz do nosso Sistema Solar, orbitando uma estrela anã vermelha localizada na constelação da Girafa.
A identificação inicial do planeta ocorreu em 2024, sendo realizada por pesquisadores franceses utilizando medições capturadas pelo Telescópio Canadá-França-Havaí, instalado no observatório de Mauna Kea. Uma atualização subsequente, conduzida por cientistas dos Estados Unidos, refinou os dados, apresentando alterações significativas relativas à massa e à órbita do planeta.
Embora o planeta esteja localizado em uma região considerada propícia à existência de água líquida, os especialistas ainda não podem confirmar se ele possui uma atmosfera ou se as condições são adequadas para sustentar vida. Isso se deve à intensa atividade da estrela hospedeira, que pode ter causado a perda de camadas gasosas ao longo do tempo.
A reavaliação científica resultou na redução da estimativa de massa do planeta, passando de 5,26 para cerca de 2,3 vezes a massa da Terra. Esta mudança levou à alteração da classificação inicial, que apontava para um possível mini-Netuno, para um cenário mais alinhado com uma super-Terra rochosa.
Adicionalmente, o período orbital foi corrigido de 25 para 21 dias, o que implica uma proximidade maior com sua estrela. Tal ajuste fortalece a teoria de que o planeta recebe cerca de 90% da radiação solar que a Terra recebe, situando-o dentro da zona habitável estimada. O método de detecção empregado não dependeu da passagem do planeta em frente à estrela, mas sim do efeito gravitacional que induz um leve movimento oscilatório na estrela, detectado através do deslocamento espectral da luz emitida.
Uma limitação crucial reside no fato de o planeta não transitar em frente à sua estrela, o que impede o uso de técnicas de telescópios como o James Webb para analisar sua composição atmosférica. Consequentemente, torna-se impossível identificar quaisquer assinaturas químicas que poderiam indicar condições favoráveis à vida.
Os cientistas alertam que estrelas anãs vermelhas têm a capacidade de emitir radiação muito forte, capaz de despojar atmosferas planetárias. Por essa razão, ainda não existe um consenso definitivo sobre a presença de gases ao redor de GJ 3378b. A expectativa da comunidade científica agora se concentra em futuras missões, como o Observatório de Mundos Habitáveis, planejado para as décadas de 2040, que deverá auxiliar a determinar se o planeta retém atmosfera e se existem indícios de um ambiente propício à vida.