A França aprovou um ato legislativo destinado a restringir a promoção de marcas que produzem moda ultrarrápida, como Shein, Temu e AliExpress. Esta medida é um passo significativo no combate ao impacto ambiental deste setor.
Novas regras para influenciadores
De acordo com a nova legislação, os influenciadores serão proibidos de colaborar ou promover estas marcas de moda ultrarrápida. Indivíduos que violarem estas regras podem enfrentar multas de até 20.000 euros, o que equivale aproximadamente a 374 mil randes.
Críticas e exceções
No entanto, a lei proposta não se aplica a grandes armazéns, como H&M, Zara e Mango. Esta exceção gerou críticas de alguns grupos ambientais franceses, que consideram as medidas insuficientes, visto que toda a moda rápida contribui para a formação de resíduos ambientais.
Riscos ambientais da moda rápida
A moda ultrarrápida está sob crescente escrutínio devido ao seu impacto negativo no meio ambiente. Pesquisas ambientais mostram que cerca de 35% do microplástico que chega aos oceanos mundiais provém de tecidos sintéticos. Materiais como poliéster, nylon e acrílico libertam minúsculas fibras plásticas durante a produção, uso e lavagem. Estas partículas microscópicas acabam por entrar em rios, oceanos e até na água potável. Cientistas detetaram microplásticos no sangue, pulmões, placenta e outros órgãos humanos.
Impacto na saúde e economia
Embora os estudos sobre os efeitos a longo prazo na saúde continuem, especialistas acreditam que estas partículas podem contribuir para inflamações, perturbar a função hormonal e servir como transportadoras de substâncias químicas nocivas após entrarem na corrente sanguínea. A acessibilidade continua a ser um aspeto importante do debate, especialmente na África do Sul, onde muitas famílias enfrentam dificuldades financeiras. Para famílias de baixa renda, comprar roupa por 150 randes é frequentemente uma necessidade, e não uma escolha de estilo de vida.
Mercado sul-africano
A África do Sul tornou-se um mercado importante para a Shein, que trabalha ativamente com influenciadores e criadores de conteúdo locais para promover seus produtos. Embora não existam dados públicos que confirmem o número exato de influenciadores sul-africanos que colaboram com a Shein, a marca interage regularmente com criadores de conteúdo nas plataformas TikTok, Instagram e YouTube no âmbito de sua estratégia de marketing local. A legislação ainda precisa passar pelas etapas restantes do processo de aprovação na França, mas representa uma das tentativas mais fortes do país para resolver o problema da crescente influência da moda ultrarrápida.
