O Tesouro Nacional suspendeu temporariamente o repasse da quota justa para Joanesburgo em julho, o que, segundo a BUILD One South Africa (Bosa), indica que a capital econômica da África do Sul está pagando por uma má gestão financeira de muitos anos, fraca governança e total falta de responsabilidade.
Motivos da suspensão do financiamento
Joanesburgo foi incluída na lista de municípios do Tesouro Nacional devido a violações constantes da Lei Municipal de Gestão Financeira (MFMA). Essas violações incluem a incapacidade de corrigir despesas não autorizadas, irregulares, improdutivas e desperdiçadoras, bem como implementar medidas eficazes de responsabilização.
O movimento político Bosa declarou que cada rand desperdiçado poderia ser usado para consertar estradas, reparar semáforos, manter infraestrutura hídrica ou garantir serviços confiáveis aos residentes. Os dados mais recentes do Tesouro mostram que os municípios acumularam mais de 145 bilhões de rand em despesas irregulares, 24 bilhões em despesas improdutivas e desperdiçadoras, e 118 bilhões em despesas não autorizadas no ano fiscal de 2021/22.
Propostas de reforma da Bosa
A candidata da Bosa à prefeitura de Joanesburgo, Nobuntu Khlazo-Webster, apresentou um programa de reformas voltado para resolver esses problemas. A administração da Bosa planeja implementar um programa abrangente de recuperação financeira, focado na restauração da integridade financeira da cidade através da correção do sistema de faturamento quebrado, melhoria da arrecadação de receitas, redução de perdas e vazamentos de fundos, e garantia de que cada rand arrecadado seja usado para melhorar os serviços.
Além disso, será aplicada uma política de tolerância zero à corrupção, e funcionários e líderes políticos que abusarem de fundos públicos serão responsabilizados. A Bosa também exigiu que a Cidade de Joanesburgo publique em 30 dias um relatório detalhado sobre as medidas de responsabilização tomadas contra funcionários e líderes políticos responsáveis por despesas não autorizadas, irregulares, improdutivas e desperdiçadoras.
Exigências de gestão municipal
Os residentes de Joanesburgo devem saber quem foi responsabilizado, quais medidas disciplinares ou legais foram tomadas e quais passos estão sendo dados para prevenir a recorrência de tais falhas. A Bosa também se comprometeu a acabar com a fragmentação da gestão municipal, integrando gradualmente as estruturas da cidade a uma administração mais responsável e eficiente. Segundo o movimento, os residentes não devem enfrentar um labirinto de estruturas dispersas enquanto os serviços básicos continuam a piorar.
A Bosa enfatizou que o problema de Joanesburgo não é a falta de dinheiro, mas a ausência de liderança responsável. O partido afirmou ter desenvolvido um plano prático para restaurar a integridade financeira, profissionalizar a gestão municipal e fortalecer a confiança em Joanesburgo, argumentando que a cidade só poderá funcionar novamente se os líderes colocarem a responsabilidade acima da política.
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