O Banco Central do Uzbequistão incluiu os crescentes riscos cibernéticos na lista de ameaças principais à estabilidade financeira do país em seu relatório de estabilidade financeira para 2025.
O Banco Central do Uzbequistão incluiu os crescentes riscos cibernéticos na lista de ameaças principais à estabilidade financeira do país em seu relatório de estabilidade financeira para 2025.
De acordo com a avaliação do regulador, a digitalização acelerada dos sistemas de pagamento está acompanhada por um aumento no número de incidentes cibernéticos. Ataques, violações de segurança da informação e roubo de dados levam ao aumento das perdas operacionais dos participantes do sistema financeiro e podem minar a confiança pública neste sistema. O Banco Central considera a perda dessa confiança como o principal canal de risco para a estabilidade financeira.
Os participantes do mercado compartilham essa preocupação. Em uma pesquisa sobre riscos sistêmicos, realizada entre bancos, ataques cibernéticos foram citados como uma das ameaças capazes de afetar negativamente o sistema financeiro do Uzbequistão. Outras ameaças mencionadas juntamente com ataques cibernéticos incluem defaults de grandes mutuários, desaceleração econômica e riscos climáticos.
No entanto, os fatores geopolíticos estão nas primeiras posições do ranking de ameaças (56% das respostas), seguidos pelo crescente endividamento da população (32%) e pela volatilidade cambial (31%).
Como contramedida, o Banco Central anunciou a implementação de um sistema de monitoramento baseado em inteligência artificial para rastrear transações suspeitas e introduzir restrições em operações marcadas como suspeitas. O regulador espera que os participantes do sistema financeiro continuem a aprimorar e manter sistemas de segurança da informação resilientes.
O terceiro aspecto das medidas de resposta concentra-se no aumento da literacia financeira. O Banco Central planeja intensificar os esforços para informar os cidadãos sobre esquemas de fraude e ataques cibernéticos, observando que uma parte significativa das perdas dos cidadãos está relacionada a métodos de engenharia social, e não a falhas na infraestrutura técnica.