Andy Burnham é visto como um possível sucessor de Starmer, após este anunciar sua demissão em 22 de junho. A saída ocorreu sob pressão do grupo parlamentar, motivada pela baixa popularidade do Governo, evidenciada pelos resultados desfavoráveis nas eleições locais e regionais realizadas em maio.
Processo de sucessão no Labour
De acordo com o cronograma definido pelo Comitê Nacional Executivo do Partido Trabalhista, os candidatos têm até 16 de julho para se reunirem e apresentar os apoios necessários. Para ser considerado, o candidato precisa não apenas da recomendação de pelo menos 81 dos 403 deputados do grupo parlamentar (o que equivale a 20% do total), mas também da aprovação de entidades ligadas ao partido, como os sindicatos.
Candidatura de Andy Burnham
Andy Burnham, que foi reeleito deputado há pouco mais de um mês, é atualmente o único a ter confirmado sua candidatura. Ele já havia participado de disputas anteriores sem sucesso, em 2010 e 2015. O ex-ministro da Saúde, Wes Streeting, que havia renunciado ao Governo do Reino Unido em meio a divergências com Starmer em meados de maio, mudou de posição e passou a apoiar Burnham, assim como outros indivíduos que demonstraram interesse.
Próximos passos políticos
Se apenas um candidato conseguir reunir os apoios exigidos, o substituto de Keir Starmer será oficialmente nomeado em um congresso especial do Partido Trabalhista agendado para 17 de julho. Normalmente, os membros ativos do partido só são convocados a votar pela liderança caso haja mais de um concorrente, um cenário que, segundo as projeções, se estenderia pelas semanas subsequentes, até 27 de agosto.
Formalização da liderança
A imprensa britânica reportou que o primeiro-ministro deve esperar até segunda-feira, 20 de julho, para formalizar a entrega do cargo ao Rei Carlos III, no Palácio de Buckingham. Após esse ato, o monarca convidará o novo líder do partido que possua maioria parlamentar para formar o Governo, dispensando a necessidade de realizar novas eleições legislativas.

