Após a decepção dos torcedores egípcios e observadores neutros de futebol em todo o mundo, a confirmação de seus sentimentos veio de um lugar inesperado — uma coletiva de imprensa do Departamento de Transportes de Nova York. O prefeito Zohran Mamdani desviou de seu roteiro político habitual e declarou que o Egito foi roubado devido à dolorosa derrota por 3 a 2 contra a Argentina na Copa do Mundo.
O andamento da partida na Copa do Mundo
Durante cerca de setenta minutos, no Cairo, Cafel Alexandria e Queens, em Nova York, reinava uma descrença coletiva, pois os jogadores egípcios lideravam os atuais campeões mundiais, a Argentina, por 2 a 0 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. No entanto, a situação mudou após decisões controversas: um gol não contabilizado, um pedido de pênalti não revisado e uma série de gols rápidos da Argentina no final da partida levaram à dolorosa derrota por 3 a 2 no estádio do Atlanta.
Paralelamente, a Federação Egípcia de Futebol (EFA) apresentou uma reclamação oficial à FIFA.
Momentos chave do jogo
Para entender por que as palavras de Mamdani tiveram um eco tão profundo, é preciso analisar o que aconteceu quando o Egito entrou nos playoffs como azarão claro contra os campeões defensores, a Argentina, sob o comando de Lionel Messi. Os gols de Yasser Ibrahim e o brilhante chute de Mostafa Zico levaram o Egito a um possível feito sensacional na história moderna do futebol, garantindo uma confortável vantagem de 2 a 0 até o 70º minuto.
O ponto de virada não foram erros esportivos, mas sim uma série de decisões técnicas questionáveis. Zico parecia aumentar a vantagem, mas o VAR do árbitro rejeitou controversamente esse gol, citando uma infração insignificante ocorrida quase meio minuto antes. Pouco depois, um pênalti óbvio para o Egito foi negado sem revisão. O momento foi destruído pelos gols de Cristian Romero e Messi, e Enzo Fernández marcou o gol da vitória no acréscimo aos 92 minutos.
Reação e apoio
As consequências foram imediatas. O técnico egípcio Hossam Hassan condenou abertamente a arbitragem do árbitro francês François Létesse. Além disso, a Federação Egípcia de Futebol (EFA) acusou oficialmente a equipe de arbitragem da FIFA de uso sistêmico inadequado do VAR durante a partida.
Embora Mamdani não tenha poderes diplomáticos no Cairo nem detenha um cargo formal na FIFA, sua abordagem descontraída se tornou um reconhecimento profundo para milhões de fãs de futebol africanos e árabes que vivenciaram a derrota do Egito. Ele reconheceu que, para as comunidades imigrantes, o futebol não é apenas entretenimento, mas um pilar de identidade, um raro palco onde o Sul Global exige igualdade absoluta de tratamento.
Mamdani localizou a dor global, apresentando a Copa do Mundo como um tema para conversas cotidianas. Ele falou não como um administrador distante, mas como alguém que entende que quando o apito do juiz parece injusto, o ressentimento permanece no local de trabalho, nas linhas de transporte e nas lojas locais muito tempo depois que as luzes do estádio se apagam.
A ligação entre esporte e infraestrutura
Passando da infraestrutura local para a poesia global do futebol, Mamdani explicou como faixas otimizadas para ônibus devolverão preciosas horas de vida aos trabalhadores comuns de Nova York. Ele informou à imprensa que «em um ano você economizará mais de dois dias de viagem». Ele acrescentou que isso significa poder tomar café da manhã com a família, ter tempo para discutir a bola e as faltas no jogo do filho na Ligle, ou voltar para casa a tempo. E, finalmente, significa concordar com amigos que o Egito foi roubado ontem. Acima de tudo, significa devolver tempo aos nova-iorquinos, que mal têm tempo suficiente.



