O Concelho de Oeiras anunciou que, a partir desta data, estará disponível o serviço de ligações fluviais.
Ataques de Retaliação entre EUA e Irã
As forças armadas norte-americanas realizaram ataques a alvos iranianos pela segunda noite consecutiva. Esta ação foi uma retaliação direta aos ataques perpetrados pela República Islâmica contra navios mercantes em águas próximas a Omã.
O Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) divulgou nas redes sociais que, seguindo ordens do Presidente Donald Trump, as forças americanas iniciaram ataques adicionais contra o Irão. O objetivo declarado era diminuir ainda mais a capacidade iraniana de ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz.
Contexto dos Confrontos
Os ataques ocorridos na terça e quarta-feira, durante a madrugada iraniana, foram uma resposta aos que o Irão havia realizado no estreito de Ormuz. Estes ataques visaram navios mercantes e suas tripulações civis que navegavam livremente por essa rota internacional de grande importância estratégica.
Donald Trump havia ameaçado desencadear mais medidas militares contra o Irão na quarta-feira, após declarar que os ataques iranianos contra embarcações civis sinalizavam o término de qualquer cessar-fogo.
Declarações e Respostas
Após a cimeira da NATO em Ancara, o presidente norte-americano afirmou: «Vamos atacá-los com força esta noite», assegurando que os novos confrontos seriam concluídos «muito rapidamente», mas mantendo a possibilidade de prosseguimento das negociações diplomáticas com Teerão.
Mais tarde, antes de pousar no Reino Unido, Trump reiterou a ameaça a Teerão caso houvesse reincidência nos ataques a navios mercantes, alertando: «Se voltar a acontecer será muito pior», numa publicação na sua plataforma Truth Social, acompanhada de uma foto de um incêndio próximo a uma cidade.
Impacto nos Alvos Iranianos
Pouco tempo após o comunicado do CENTCOM, a televisão pública iraniana noticiou explosões na ilha de Abu Musa. Posteriormente, foram relatadas oito explosões em Bandar Abbas e dois projéteis atingiram o porto de Sirik, enquanto outros dois explodiram no porto de Jask.
A agência de notícias iraniana Irib informou que o hospital Imam Ali, localizado em Chabahar, sofreu danos devido a estilhaços. A agência oficial iraniana IRNA também reportou que aviões de combate sobrevoaram a ilha de Kish e diversas explosões afetaram as cidades portuárias de Konarak e Chabahar, além de Bandar Abbas, causando interrupções no fornecimento de energia em alguns locais.
Estima-se que os alvos dos bombardeios fossem as torres de controlo de tráfego marítimo.
Importância Estratégica do Estreito
Este recente episódio de trocas de ataques perturbou um frágil acordo de cessar-fogo e prejudicou as expectativas de transformar o memorando de entendimento assinado em 17 de Junho num pacto de paz definitivo para encerrar a guerra, que teve início com ataques aéreos EUA-Israel contra o Irão em 28 de Fevereiro.
Nas discussões, o controle do Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do suprimento global de petróleo, possui atualmente maior relevância para Teerão do que o seu programa nuclear.
O estreito confere grande poder ao regime iraniano, permitindo-lhe, na prática, impor um impasse contra a potência militar mais forte do planeta.
Embora o Irão não tenha assumido a responsabilidade pelos ataques, analistas sugerem que Teerão utiliza essas ações para fortalecer sua influência enquanto negocia um acordo de paz de longo prazo com os Estados Unidos.
Trump comentou em Ancara: «Se fizermos um acordo com o Irão, não tenho a certeza que se venha a manter», acrescentando que «Achei-os pessoas muito desonrosas».
O presidente norte-americano, que ameaçou intensificar a ação militar repetidamente antes de recuar, enfatizou que não prevê um retorno a uma guerra total e que permanecia incerto se as negociações para um acordo permanente continuariam.
