Moçambique realizou a repatriação de 1363 cidadãos da África do Sul em resultado de surtos de violência anti-imigração.
Trabalho do governo na repatriação
Um representante do Conselho de Ministros, Inosensio Impissa, informou aos jornalistas em Maputo que, desde o início dos ataques xenófobos, foram repatriados 1363 cidadãos. Entre 1 e 4 de julho, 625 pessoas chegaram ao país. O governo está a trabalhar para garantir a continuidade do trabalho destes cidadãos e está a mapear as suas profissões.
Chegada de migrantes de Malawi
Além disso, Moçambique acolheu pelo menos 6156 cidadãos do Malawi que estavam em trânsito e foram posteriormente transportados para a província de Tete, no centro de Moçambique, perto da fronteira com o Malawi.
Ajuda e emprego
O governo declarou que está a trabalhar no processo de certificação para os cidadãos regressados, a fim de facilitar o seu emprego no estrangeiro no âmbito de memorandos de mobilidade de mão de obra com países como Portugal e Emirados Árabes Unidos. O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, afirmou recentemente que o governo está a considerar incluir as vítimas de violência anti-imigração nos atuais megaprojetos do país, bem como noutras oportunidades de emprego no estrangeiro, de acordo com acordos internacionais de cooperação para a resolução de problemas de emprego.
Escala dos danos da violência
Atualmente, residem cerca de 300 000 cidadãos moçambicanos na África do Sul. A Presidência informou numa declaração que milhares de pessoas já regressaram ao país devido à violência. Na última onda de ataques anti-imigração na África do Sul, pelo menos 283 moçambicanos foram atacados, as suas casas foram incendiadas e os seus bens foram roubados.



