Na região de Midlands, na província de KZN, perto da cidade de Howick, está instalado um dos monumentos mais impressionantes do país. Esta obra de arte consiste em 50 colunas de aço a laser que, vistas sob um certo ângulo, formam o rosto do jovem Nelson Mandela. Este monumento marca o local exato onde começou sua jornada de 27 anos na prisão.
Eventos da prisão em 1962
Em 7 de agosto de 1962, depois de Mandela ter evitado a perseguição da polícia do regime do apartheid por 17 meses sob o pseudônimo 'Black Pirineal', ele estava passando por Howick, disfarçado de motorista, enquanto o ativista Cecil Williams estava ao lado como passageiro. Eles foram ultrapassados por homens brancos em um carro perto de Sedara. Era a polícia, indicando que alguém havia denunciado sua localização. Mandela foi detido no local e mantido sob custódia até sua libertação em fevereiro de 1990.
Memórias de Mandela sobre a detenção
Em sua autobiografia 'Long Walk to Freedom', Mandela descreve detalhadamente as circunstâncias que antecederam sua prisão. Ele recorda: 'Cecil e eu discutíamos planos de sabotagem enquanto passávamos por Howick, a 20 milhas a noroeste de Pietermaritzburg. Em Sedara, uma pequena cidade logo após Howick, eu vi um Ford V-8 cheio de homens brancos passar à nossa direita... Eu entendi naquele instante que minha vida em fuga havia terminado; meus dezessete meses de 'liberdade' estavam prestes a acabar.'
Mandela considerou saltar do carro, mas sabia que poderiam atirar nele. Ele descreve o momento da parada: 'Quando nosso carro parou, um homem alto e magro com uma expressão severa se aproximou diretamente da janela do lado do passageiro. Ele estava sem barba e parecia não ter dormido há muito tempo. Eu imediatamente supus que ele nos esperava há vários dias.'
Interrogatório e detenção
O homem desgrenhado apresentou-se como Sargento Forster da polícia de Pietermaritzburg. Ele exigiu saber seu nome. Mandela respondeu que seu nome era David Motsamaiyi. Depois disso, o sargento lhe fez algumas perguntas sobre onde ele estava e para onde ia. Mandela evitou fornecer muitas informações. O sargento pareceu irritado e declarou: 'Ah, você é Nelson Mandela, e este é Cecil Williams, e vocês estão sob custódia!'.
Apesar de a polícia tê-lo identificado, Mandela recusou-se a dar seu nome ou fazer declarações. Em celas separadas, ele conseguiu refletir sobre sua situação. Embora sempre tivesse previsto a possibilidade de prisão, ele percebeu que não estava preparado para a realidade da captura e detenção. Ele escreveu que estava perturbado e agitado, pois a polícia soubera de sua localização, sabendo que ele estava em Durban e pretendia voltar para Joanesburgo. Em 7 de novembro, ele recebeu uma sentença de cinco anos de prisão.
Significado moderno do monumento
Hoje, o Local da Prisão de Nelson Mandela é um dos locais históricos mais visitados de KwaZulu-Natal, recebendo mais de cem turistas estrangeiros diariamente. A obra do escultor Marco Cianfanelli tornou-se um símbolo da luta, assim como Robben Island, lembrando, como afirma uma publicação do IOL, que até as viagens mais nobres são marcadas por fracassos temporários.

