O suporte ao Manifest V2 (MV2) no Google Chrome será completamente encerrado, o que impactará a funcionalidade do uBlock Origin e de outras extensões que dependem desse padrão.
O suporte ao Manifest V2 (MV2) no Google Chrome será completamente encerrado, o que impactará a funcionalidade do uBlock Origin e de outras extensões que dependem desse padrão.
A remoção de extensões MV2 da Chrome Web Store está agendada para 31 de agosto de 2026. Este marco sinaliza o fim das extensões como eram conhecidas. Embora o uBlock Origin já tivesse perdido a compatibilidade oficial com o Chrome em 2024, ele permaneceu operacional graças a um suporte residual ao MV2.
De acordo com informações descobertas na documentação do Chrome pelo site PiunikaWeb, a ausência total do MV2 no navegador do Google ocorrerá nessa data, forçando a exclusão de todas as extensões baseadas neste padrão da loja.
Com o Chrome 151, esperado para o final de julho ou início de agosto, o suporte ao MV2 será eliminado definitivamente, fazendo com que a versão clássica do uBlock Origin para Chrome deixe de existir. Extensões MV2 só poderão ser utilizadas se tiverem sido instaladas antes do Chrome 138, mas não serão mais passíveis de atualização ou reinstalação pela Chrome Web Store.
Os usuários do bloqueador de anúncios têm duas opções principais. Uma é migrar para o uBlock Origin Lite, que opera sob o Manifest V3 (MV3), um sucessor considerado mais rápido e seguro, embora com limitações de recursos. A outra alternativa é mudar para navegadores diferentes. O uBlock Origin continua funcionando no Firefox, pois o navegador da Mozilla ainda oferece suporte ao MV2. Para quem prefere uma base Chromium, o Brave também mantém o suporte ao MV2, e a Opera assegurou ao Tecnoblog que dará suporte ao uBlock Origin pelo maior tempo possível.
Navegadores equipados com IA têm ganhado popularidade por prometere automatizar diversas atividades online, como a organização de viagens e a execução de tarefas na web. Contudo, um estudo conduzido pela Universidade de Washington e divulgado pelo TechXplore revela que essa praticidade pode acarretar sérios riscos à segurança dos dados.
A pesquisa focou em navegadores que possuem IA integrada e identificou falhas que podem possibilitar o acesso não autorizado a dados confidenciais durante o uso automatizado desses sistemas. Os assistentes de IA operam internamente no navegador, realizando buscas, abrindo páginas e executando ações. No entanto, essa autonomia traz consigo problemas de segurança.
O estudo avaliou sete navegadores que utilizam agentes de IA e constatou vulnerabilidades em quatro deles. Em certas situações, foi possível burlar a política de mesma origem, um mecanismo crucial da web responsável por impedir a transferência de dados entre diferentes websites. Durante um teste, os pesquisadores exploraram o ChatGPT Atlas em um ataque de prova de conceito, onde um site malicioso incorporado conseguiu obter informações sensíveis do usuário. Comportamentos similares foram observados no Chrome com Gemini, no Claude para Chrome e no Perplexity Comet.
O nível de risco variava entre os navegadores, sendo aqueles com menos permissões concedidas aos agentes considerados os mais seguros, conforme apontado no estudo. O cerne do problema reside na chamada injeção de prompt. Na prática, páginas nocivas inserem instruções que o agente de IA pode interpretar erroneamente como comandos válidos. Esses ataques manifestam-se de várias maneiras: através de instruções ocultas em páginas que alteram o comportamento do agente, exploração de permissões entre abas e conteúdos embutidos, ocorrência de 'envenenamento de memória' que afeta ações futuras, ou a combinação inadequada de dados provenientes de múltiplas fontes.
Os agentes de navegação ainda não estão preparados para o uso geral. Até mesmo usuários experientes podem ser impactados caso esses sistemas tenham acesso a credenciais importantes, como contas de e-mail ou bancárias. A confiança nesses mecanismos ainda é insuficiente.
David Kohlbrenner, pesquisador da Universidade de Washington e coautor sênior do estudo, fez uma declaração sobre o tema. Por sua vez, a coautora sênior Franziska Roesner enfatizou a importância da política de mesma origem, afirmando que ela é fundamental para a proteção de informações nos navegadores modernos. Ela reiterou que o isolamento entre sites permanece sendo um pilar da segurança na internet. O estudo concluiu que, embora os navegadores com IA estejam evoluindo rapidamente em capacidade, a segurança ainda não acompanhou esse avanço.