O chefe do Departamento de Meio Ambiente do Irã realizou uma série de reuniões com representantes das Nações Unidas, República das Maldivas e Paquistão para estudar as possibilidades de expandir a interação na área ambiental.
Local e tempo das reuniões
Estas negociações ocorreram no âmbito da nona sessão do Comitê de Meio Ambiente e Desenvolvimento (CED9), que foi realizada de 1 a 3 de julho em Bangkok, Tailândia.
Posição da ONU sobre a situação no Irã
Armida Salsia Alishjaban Ansari, Vice-Secretária-Geral da ONU e Secretária Executiva da Comissão Econômica e Social para a Ásia e o Pacífico (ECOSOC), destacou o impacto destrutivo da guerra e das sanções unilaterais no Irã. Ela apelou ao fortalecimento das relações internacionais e à remoção das sanções, além de pedir à ONU ajuda para estabelecer paz e estabilidade na região.
Ansari observou que as sanções limitaram o acesso do Irã a tecnologias modernas, recursos financeiros e mecanismos internacionais relacionados a convenções ambientais, dificultando a resolução de problemas ambientais. No entanto, ela acrescentou que o Irã sempre cumpriu seus compromissos internacionais e, sendo parte de quinze convenções ambientais internacionais, tem a intenção de cumprir seus requisitos.
Ameaças ambientais transfronteiriças
Apontando problemas ambientais transfronteiriços, como as mudanças climáticas e as tempestades de poeira, Ansari afirmou que as questões ambientais não conhecem fronteiras políticas e afetam todos os países da região. Ela também mencionou os ataques ilegais dos EUA e Israel a instalações petroquímicas e de petróleo no Irã, que resultaram na poluição da água, solo e ar tanto no país quanto na região.
Enfatizando que a proteção do meio ambiente é impossível sem paz e cooperação internacional, Ansari pediu que a ONU e outras organizações desempenhassem um papel mais ativo na manutenção da paz e na redução das tensões, especialmente na Ásia Ocidental. Ela considera que a paz é uma condição necessária para a preservação da natureza e para o alcance do desenvolvimento sustentável.
Acordos bilaterais sobre meio ambiente
Alishjaban também elogiou o papel do Irã em iniciativas regionais contra tempestades de poeira e expressou esperança de que a paz regional ajude a fortalecer a cooperação com o Irã em áreas como perigos naturais, tempestades de areia e de poeira, e deslizamentos de terra no futuro.
O funcionário iraniano encontrou-se com Ali Sharif, Ministro da Mudança Climática, Meio Ambiente e Energia da República das Maldivas, que também presidia a 9ª sessão do Comitê ECOSOC da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Ambas as partes concordaram com a necessidade de intensificar os esforços conjuntos em diversas áreas ambientais.
Durante a reunião com Sherry Rehman, presidente da Coordenação de Mudanças Climáticas e Meio Ambiente no Paquistão, discutiu-se o fortalecimento da parceria em setores como conservação da biodiversidade, combate ao comércio ilegal de animais selvagens, intercâmbio de experiências e capacidades técnicas. As partes também discutiram a implementação de programas regionais conjuntos, como a realização de projetos na zona costeira de Makran, e concordaram em nomear responsáveis pelo acompanhamento do cumprimento dos acordos.
Referindo-se à 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, programada na Turquia de 9 a 20 de novembro, as partes destacaram particularmente a importância de fortalecer a cooperação entre os países da região em questões comuns, com foco na adaptação às mudanças climáticas, financiamento climático e transferência de tecnologia.
Segurança ambiental e guerra
Dirigindo-se ao CED9, Ansari declarou que o silêncio diante da destruição ambiental causada pelos agressores é equivalente à aceitação de uma ameaça que, cedo ou tarde, afetará a todos. Ela enfatizou que o meio ambiente é a primeira vítima silenciosa da guerra e a última a se recuperar de suas consequências, pois a natureza não reconhece o fim dos conflitos armados.
Ansari detalhou que a destruição ambiental pode continuar minando a saúde humana, a segurança alimentar, os recursos hídricos e a biodiversidade por décadas após o cessar-fogo. Ela detalhou problemas transfronteiriços, como poluição do ar e do mar, perda de biodiversidade, degradação do solo, tempestades de poeira e areia, bem como gestão de resíduos, observando que os danos causados por ações militares são os mais cruéis e desumanos.