O projeto Residência Conto dos Pátios Coloridos, desenvolvido pela Architects Collaborative, consiste em uma residência unifamiliar situada em um bairro residencial sereno na cidade de Noida.
O projeto Residência Conto dos Pátios Coloridos, desenvolvido pela Architects Collaborative, consiste em uma residência unifamiliar situada em um bairro residencial sereno na cidade de Noida.
Esta casa foi construída em um terreno de 300 m² e possui uma orientação voltada para o sudoeste. O design permite que a residência tenha uma abertura direta para um pequeno parque localizado à sua frente, proporcionando aos moradores uma agradável vista da área verde.
A Casa Milagro, desenvolvida pela RAVSTUDIO, foi projetada como um santuário moderno situado no topo de uma colina, onde a arquitetura estabelece uma conexão íntima com o ambiente natural circundante. O conceito visa proporcionar conforto e convívio, equilibrando zonas sociais e áreas mais reservadas através de três volumes interconectados que definem as distintas funções da residência.
A área destinada às atividades sociais está posicionada no centro da casa, oferecendo amplas vistas panorâmicas da paisagem. Em contraste, os setores privados são dispostos de maneira autônoma, garantindo um clima mais discreto. Este arranjo foge da disposição linear tradicional, criando espaçamentos variados entre os volumes, o que resulta na formação de terraços, halls e espaços externos, enriquecendo a vivência espacial e conferindo profundidade e dinamismo às fachadas.
A escolha dos materiais emprega uma fusão de métodos construtivos tradicionais e modernos, utilizando um sistema híbrido. Paredes e fundações construídas com tijolo e pedra dialogam com coberturas pré-fabricadas feitas de metal e madeira. A utilização proeminente de pedra local e a estrutura mista de aço e madeira adicionam solidez e aconchego ao conjunto. Os interiores são caracterizados pela combinação de texturas naturais e pela abundante entrada de luz natural, potencializada por grandes aberturas, pisos de madeira e pedra, além de mobiliário criteriosamente escolhido para manter o vínculo da casa com o cenário externo.
Os espaços externos foram meticulosamente planejados com uma sucessão de pátios e espelhos d'água. Estes elementos recebem o visitante desde sua chegada e guiam seus percursos, tanto dentro quanto fora da edificação. Tais componentes não apenas complementam a composição arquitetônica, mas também reforçam, em cada fase da jornada, a relação intrínseca entre a arquitetura e a paisagem.
A residência localizada em Mérida, Yucatán, foi concebida com base em uma abordagem simples: viver em harmonia com o clima, em vez de tentar combatê-lo.
As particularidades do terreno possibilitaram que a casa se abrisse completamente para um jardim que é circundado por muros construídos em pedra. Além disso, a vegetação já presente no local oferece sombreamento adequado, garantindo que os espaços internos permaneçam frescos durante todos os meses do ano.
A obra denominada «Casa dos Pátios» foi desenvolvida por Alejandro Restrepo-Montoya Arquitectura em colaboração com o EstudioCentral. Este projeto explora o conceito de domesticidade através da integração harmoniosa entre pátios e limiares, utilizando os espaços vazios como elementos estruturantes da residência.
O tratamento dado às aberturas e aos diversos filtros da fachada estabelece uma ligação constante entre os espaços internos e os ambientes externos da casa. Nos pátios, a presença da vegetação desempenha um papel regulador na incidência solar, enquanto os limiares internos definem as dimensões dos cômodos. Os fechamentos funcionam como filtros que integram a paisagem ao dia a dia da vida familiar.
Situada numa área geográfica caracterizada por montanhas, a casa mantém um vínculo direto com o cenário natural por meio de uma série de vazios internos que guiam o percurso e organizam a função do edifício. A disposição do projeto direciona os ambientes para as vistas circundantes, incorporando a topografia na configuração dos volumes. Além disso, busca proteção contra as correntes de ar típicas da região, usando os pátios como pontos de articulação da experiência de morar.
O acesso funciona como uma zona de transição entre o exterior e o interior, criando um vazio entre as partes social e privada que molda o pátio central. Ao caminhar pelas suas bordas, os caminhos ligam as áreas sociais e íntimas, reforçando a continuidade espacial e a união entre os diferentes ambientes.
O acesso inicial já revela o vazio que estrutura a residência: um pátio central aberto, concebido como um refúgio para a natureza e um ponto de conexão para os trajetos. A arquitetura é organizada em torno de vários pátios, cada um com proporções e posições distintas, servindo tanto como filtro ambiental quanto como conector espacial. Paredes, aberturas e elementos vazados mantêm relações contínuas entre os caminhos, os interiores e o pátio central, promovendo boa ventilação, iluminação natural e visão desimpedida para fora.
Essa sucessão de vazios garante uma ligação permanente entre todos os espaços da casa e seus respectivos pátios, permitindo que o olhar, ao passar por janelas e filtros, encontre repetidamente a paisagem a partir do interior.
O programa da casa está dividido em duas zonas distintas, diferenciadas pela sua interação com o ambiente externo. A área social, que inclui cozinha, área de serviços, sala de jantar, sala de estar e escritório, compartilha um único volume e se volta para a paisagem distante, onde a arquitetura enquadra as montanhas, transformando o horizonte no foco visual principal dos ambientes.
Em nítido contraste, o bloco íntimo, composto por três quartos, localiza-se na parte traseira do terreno e cria a sua própria paisagem. Nesta seção, os espaços são voltados para o jardim, priorizando uma atmosfera mais reservada e propícia à contemplação. A circulação entre os dois blocos conecta os setores social e privado, seguindo o perímetro do pátio central, enquanto uma sala multifuncional, em posição oposta, estende as áreas de convívio, fortalecendo a coesão espacial do conjunto.
Os corredores funcionam como elos entre as áreas sociais e privadas, projetados como galerias que circundam os pátios e definem a circulação da residência. Ao longo desses percursos, a paisagem interna é apresentada gradualmente: cada mudança de direção revela um novo jardim, uma variação na luz ou uma vista para as montanhas, fazendo com que o movimento pela casa se torne uma vivência sensorial e espacial.
A escolha dos materiais dialoga diretamente com a construção tradicional local. As alvenarias opacas e os elementos vazados em concreto agem como membranas que filtram a luz e a paisagem, gerando jogos de sombras que mudam ao longo do dia e possibilitam a entrada controlada do sol nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. A interação entre matéria e natureza é visível nos detalhes: persianas ajustam a luminosidade, planos fechados emolduram os cenários internos, janelas atuam como filtros para o exterior, e os beirais protegem as fachadas da chuva e do excesso de calor, ao mesmo tempo que direcionam os olhares. Cada componente construtivo serve a uma arquitetura que edifica uma paisagem interna e mantém uma ligação contínua com o entorno, fazendo com que viver ali seja uma sequência de descobertas.