O projeto Casaluna, caracterizado como arquitetura anárquica, foi apresentado pela equipe de projeto. A residência está situada em um lote de 2.650 m² localizado na Praia Bonita, em Las Terrenas.
O projeto Casaluna, caracterizado como arquitetura anárquica, foi apresentado pela equipe de projeto. A residência está situada em um lote de 2.650 m² localizado na Praia Bonita, em Las Terrenas.
Devido à disposição longitudinal do terreno, foi possível criar um eixo central que estrutura o piso térreo em dois blocos laterais. Estes volumes são conectados por meio de um pátio interno.
Essa abordagem arquitetônica foi planejada para otimizar a ventilação cruzada, garantir a penetração de luz natural e manter uma conexão visual contínua com o Oceano Atlântico.
O projeto Casa El Arca / Mallol está situado em uma área montanhosa, a mais de 2.000 metros de altitude, nas encostas do vulcão Barú. Esta região é notável pela produção do café Geisha, uma variedade mundialmente exclusiva cultivada no próprio território.
A edificação foi concebida em colaboração próxima com os artesãos locais Amílcar e Abdiel Rodríguez, cujas habilidades em carpintaria de madeira foram cruciais desde a concepção até os toques finais. O pavilhão possui uma cobertura curva singular que engloba todas as funções do espaço. Essa estrutura contínua protege contra as chuvas frequentes e as constantes mudanças climáticas típicas da zona montanhosa, criando uma presença distinta na paisagem.
O formato do projeto inspira-se na silhueta de uma folha seca caída no chão, o que deu nome ao empreendimento e define o arco curvo que se destaca entre a copa das árvores circundantes. As áreas destinadas a descanso, refeições e convívio estão dispostas em um único nível sob esta cobertura, com vistas privilegiadas para a floresta nebulosa, os jardins e o rio próximo.
Todo o material principal utilizado no projeto foi obtido no local ou em seus arredores imediatos. O cedro, uma espécie nativa da propriedade, foi empregado na estrutura, nos revestimentos das paredes, nos pisos e no forro aparente. A escolha por madeira local eliminou a necessidade de cadeias de suprimentos externas, fazendo com que a matéria-prima da construção espelhasse o ambiente onde ela se insere.
A marcenaria foi executada manualmente por artesãos vindos das terras altas de Chiriquí, cuja experiência com o cedro guiou cada detalhe e acabamento. O exterior recebeu telhas para manter a coerência material com a estrutura de madeira e para resistir às condições climáticas severas, como chuva, neblina e oscilações diárias de temperatura. Caminhos, terraços e superfícies externas foram feitos com pedras extraídas localmente.
Durante a fase de planejamento, uma grande rocha encontrada no terreno foi intencionalmente preservada em vez de ser removida. Em função disso, o volume arquitetônico foi construído ao redor dela, integrando-a a um jardim interno central. Esta rocha fica cercada por vegetação endêmica e é iluminada a partir da base, sendo visível também da margem do rio através das fachadas envidraçadas. Essa decisão estabeleceu o princípio organizador do projeto: adaptar a construção ao que já existia no local, em vez de impor uma configuração pré-definida.
A paisagem externa reforça essa filosofia de respeito. Os jardins mesclam espécies nativas com vegetação introduzida, criando uma progressão de aproximação antes mesmo de se chegar à edificação. Um rio corre pela borda do terreno sem ser desviado ou canalizado, e o som da água permeia todos os espaços internos, estabelecendo uma ligação sonora constante entre a arquitetura e seu contexto natural.
Ao utilizar cedro da própria fazenda, extrair pedra localmente e contratar exclusivamente artesãos das terras altas de Chiriquí, o projeto garantiu que toda a cadeia produtiva e a mão de obra permanecessem na região. Essa estratégia assegurou que os ganhos econômicos gerados pela construção ficassem no território e que o saber técnico incorporado à obra pertencesse à comunidade responsável pela sua realização.
A obra denominada «Casa dos Pátios» foi desenvolvida por Alejandro Restrepo-Montoya Arquitectura em colaboração com o EstudioCentral. Este projeto explora o conceito de domesticidade através da integração harmoniosa entre pátios e limiares, utilizando os espaços vazios como elementos estruturantes da residência.
O tratamento dado às aberturas e aos diversos filtros da fachada estabelece uma ligação constante entre os espaços internos e os ambientes externos da casa. Nos pátios, a presença da vegetação desempenha um papel regulador na incidência solar, enquanto os limiares internos definem as dimensões dos cômodos. Os fechamentos funcionam como filtros que integram a paisagem ao dia a dia da vida familiar.
Situada numa área geográfica caracterizada por montanhas, a casa mantém um vínculo direto com o cenário natural por meio de uma série de vazios internos que guiam o percurso e organizam a função do edifício. A disposição do projeto direciona os ambientes para as vistas circundantes, incorporando a topografia na configuração dos volumes. Além disso, busca proteção contra as correntes de ar típicas da região, usando os pátios como pontos de articulação da experiência de morar.
O acesso funciona como uma zona de transição entre o exterior e o interior, criando um vazio entre as partes social e privada que molda o pátio central. Ao caminhar pelas suas bordas, os caminhos ligam as áreas sociais e íntimas, reforçando a continuidade espacial e a união entre os diferentes ambientes.
O acesso inicial já revela o vazio que estrutura a residência: um pátio central aberto, concebido como um refúgio para a natureza e um ponto de conexão para os trajetos. A arquitetura é organizada em torno de vários pátios, cada um com proporções e posições distintas, servindo tanto como filtro ambiental quanto como conector espacial. Paredes, aberturas e elementos vazados mantêm relações contínuas entre os caminhos, os interiores e o pátio central, promovendo boa ventilação, iluminação natural e visão desimpedida para fora.
Essa sucessão de vazios garante uma ligação permanente entre todos os espaços da casa e seus respectivos pátios, permitindo que o olhar, ao passar por janelas e filtros, encontre repetidamente a paisagem a partir do interior.
O programa da casa está dividido em duas zonas distintas, diferenciadas pela sua interação com o ambiente externo. A área social, que inclui cozinha, área de serviços, sala de jantar, sala de estar e escritório, compartilha um único volume e se volta para a paisagem distante, onde a arquitetura enquadra as montanhas, transformando o horizonte no foco visual principal dos ambientes.
Em nítido contraste, o bloco íntimo, composto por três quartos, localiza-se na parte traseira do terreno e cria a sua própria paisagem. Nesta seção, os espaços são voltados para o jardim, priorizando uma atmosfera mais reservada e propícia à contemplação. A circulação entre os dois blocos conecta os setores social e privado, seguindo o perímetro do pátio central, enquanto uma sala multifuncional, em posição oposta, estende as áreas de convívio, fortalecendo a coesão espacial do conjunto.
Os corredores funcionam como elos entre as áreas sociais e privadas, projetados como galerias que circundam os pátios e definem a circulação da residência. Ao longo desses percursos, a paisagem interna é apresentada gradualmente: cada mudança de direção revela um novo jardim, uma variação na luz ou uma vista para as montanhas, fazendo com que o movimento pela casa se torne uma vivência sensorial e espacial.
A escolha dos materiais dialoga diretamente com a construção tradicional local. As alvenarias opacas e os elementos vazados em concreto agem como membranas que filtram a luz e a paisagem, gerando jogos de sombras que mudam ao longo do dia e possibilitam a entrada controlada do sol nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. A interação entre matéria e natureza é visível nos detalhes: persianas ajustam a luminosidade, planos fechados emolduram os cenários internos, janelas atuam como filtros para o exterior, e os beirais protegem as fachadas da chuva e do excesso de calor, ao mesmo tempo que direcionam os olhares. Cada componente construtivo serve a uma arquitetura que edifica uma paisagem interna e mantém uma ligação contínua com o entorno, fazendo com que viver ali seja uma sequência de descobertas.