Um grande grupo de ativistas contra a imigração ilegal marchou por Bellville na quarta-feira. Eles exigiram a expulsão de comerciantes estrangeiros ilegais e insistiram no cumprimento mais rigoroso da legislação comercial para restaurar sua comunidade.
Marcha e Exigências dos Protestantes
A marcha foi liderada pelas organizações ativistas March and March, Concerned Citizens, Operation Dudula e Laboratory and Civil Organization (LACO). O grupo reuniu-se perto do Centro Municipal de Bellville e, sob a guarda da polícia, dirigiu-se ao Departamento de Assuntos Internos e à Prefeitura de Bellville para entregar um memorando.
Posição dos Ativistas
Siyabulela Dukumana, coordenador da Concerned Citizens, declarou que eles querem devolver seu país, observando que Bellville talvez não pertença mais à África do Sul, mas sim a Somália. Ele acrescentou que, em sua opinião, cerca de 90% das pessoas de fora do país conduzem negócios em Bellville, embora a lei exija que os estrangeiros invistam e contratem cidadãos sul-africanos antes de abrir um negócio.
Base Legal e Reação das Autoridades
O comércio informal de cidadãos estrangeiros é regulamentado pela Lei Nacional de Negócios 71 de 1991, pelo Ato de Imigração 13 de 2002 e por regulamentos municipais locais sobre comércio informal. Qualquer cidadão estrangeiro com documentação adequada tem o direito de negociar.
Anteriormente, o Presidente Cyril Ramaphosa declarou em seu discurso nacional em 7 de junho que o governo consideraria a revisão de certas leis e forneceria apoio aos pequenos negócios sul-africanos através do Fundo de Lojas Spaza.
Objeções às Licenças
No entanto, Nandifa Motolong, da March and March, apoiou esse ponto de vista, afirmando que considera que é 'demasiado fácil' para os estrangeiros. Ela expressou surpresa com o fato de ser tão simples para os cidadãos estrangeiros obterem licenças comerciais, visto que nem todos são legais no país, enquanto os moradores locais são forçados a lutar.
Mais cedo esta semana, a Cidade do Cabo anunciou que as licenças comerciais são emitidas a qualquer pessoa que possua a documentação apropriada. Uma declaração oficial afirmou que cidadãos estrangeiros podem solicitar participação no comércio informal se tiverem o direito legal de residir e conduzir atividades econômicas na África do Sul e fornecerem a documentação comprobatória necessária.

