A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre as iminentes ondas de calor extremo que afetarão tanto a Ásia Central quanto a Europa em breve. A organização apela urgentemente aos governos para que comecem a se preparar para as ameaças climáticas, visto que o calor intenso é reconhecido como um dos perigos mais sérios para a saúde pública.
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Situação na Ásia Central e Europa
De acordo com dados da OMS, em algumas regiões da Ásia Central, a temperatura do ar já ultrapassou os 40 graus. Nos próximos dias, o calor anormal se intensificará na Europa: prevê-se um aumento da temperatura para 43 graus em Portugal e no sul da Espanha. Após isso, o calor elevado se espalhará para a França e os países Benelux.
Riscos e Avaliação da Situação
O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, observou que o calor extremo deixou de ser apenas um fenómeno meteorológico, afirmando: «O calor é um assassino silencioso, mas os seus efeitos podem ser evitados». Segundo a organização, a Ásia Central é a região que mais preocupa, onde as altas temperaturas são agravadas pela infraestrutura fraca, pela ausência de espaços públicos refrigerados e pela baixa conscientização da população.
A OMS indica que menos da metade dos países da região europeia e da Ásia Central possuem planos abrangentes para combater o calor extremo, deixando milhões de pessoas sem proteção sistêmica adequada durante os picos de temperatura.
Grupos Populacionais Mais Vulneráveis
Os maiores riscos são representados por idosos, cidadãos com doenças crônicas, pessoas em situação de rua e moradores solitários. Em condições de calor, aumenta drasticamente a probabilidade de insolação, desidratação e agravamento de problemas cardiovasculares.
No entanto, os países que já implementaram planos adequados demonstram uma reação mais eficaz. Eles utilizam ferramentas como sistemas de monitoramento de mortalidade, mecanismos rápidos de alerta à população e programas especiais de apoio aos grupos sociais mais vulneráveis.
Recomendações da OMS aos Estados
A OMS aconselha os estados a desenvolverem suas próprias estratégias nacionais para combater o calor extremo. Recomenda-se também a criação de espaços públicos capazes de resfriar, o fortalecimento da resiliência das instituições médicas às mudanças climáticas, a melhoria da informação aos cidadãos e a aplicação ativa de métodos naturais, como o aumento do número de parques, corpos d'água e áreas verdes para reduzir a temperatura urbana.
Especialistas enfatizam que a preparação oportuna é crucial para reduzir significativamente o número de vítimas durante períodos de calor intenso. Anteriormente, o Departamento de Gestão de Emergências do Uzbequistão também informou sobre o reforço das medidas preventivas em relação ao calor do verão e ao risco aumentado de incêndios.