O treinador da seleção do Egito, Hossam Hassan, declarou na terça-feira que não acompanhará mais a Copa do Mundo, atribuindo a eliminação dolorosa de sua equipe no torneio ao resultado contra a Argentina aos erros de arbitragem.
Desenrolar da partida e críticas do técnico
No último jogo das oitavas de final contra o atual campeão, a Argentina, os egípcios lideravam por 2 a 0 com apenas 11 minutos restantes, o que tornava possível um dos grandes surpreendentes na Copa do Mundo. No entanto, nos minutos finais, eles sofreram três gols e foram eliminados do torneio.
A equipe foi desmoralizada pela impressionante virada inspirada por Lionel Messi, mas Hassan insistiu que seu time jogou melhor. Em coletiva de imprensa, ele disse: «Eu estou indo para casa e não vou assistir mais aos jogos do torneio».
Acusações de injustiça
Hassan expressou insatisfação com o andamento do jogo, afirmando: «O que aconteceu conosco foi injusto. Deveríamos ter recebido um pênalti, mas o gol foi anulado, e eu não sei por que foi anulado».
O gol do Egito foi marcado por Mostafa Zico aos 62 minutos, mas a revisão do VAR mostrou que houve uma falta por parte dos egípcios na preparação para o gol. Além disso, eles pediram um pênalti no final da partida após um empurrão em Hamdi Fathi, o que intensificou sua raiva quando a Argentina marcou o gol da vitória aos 92 minutos.
Comentários sobre decisões e jogadores
Hassan enfatizou que mesmo que os gols tenham sido resultado de erros, «o maior erro é não receber o que você tem direito daqueles que tomam as decisões», acrescentando que sua coletiva de imprensa consistiu em muitas reclamações. Ele observou que odeia derrotas, especialmente aquelas que parecem injustas, e aconselhou os torcedores a não se desanimarem, pois eles queriam muito lhes trazer alegria.
No entanto, o técnico destacou pontos positivos: «O que me alegrou foi que meus jogadores seguiram o plano de jogo em muitos casos e trabalharam muito bem».
Tática e escalação da equipe
No início do jogo, o Egito demonstrou um estilo inesperadamente ofensivo, diferente da tática usual de Hassan, baseada em defesa sólida e busca por oportunidades de contra-ataque. Essa abordagem ajudou-os a obter uma vantagem precoce, e o jogo heroico do goleiro Mostafa Shoubair garantiu que a equipe mantivesse a vantagem até o intervalo.
Hassan também expressou satisfação com os esforços dos jogadores, notando que a maioria deles joga na liga doméstica egípcia, ao contrário de muitos jogadores de outras seleções que estão baseados na Europa em ambientes profissionais. Ele acrescentou que, apesar de serem predominantemente jogadores locais, exceto Mohamed Salah e Omar Marmoush, eles conseguiram competir com qualquer equipe.
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