Mesmo após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda possui obrigações financeiras junto à FIFA. A entidade terá que arcar com multas acumuladas que ultrapassam os R$ 500 mil.
Mesmo após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda possui obrigações financeiras junto à FIFA. A entidade terá que arcar com multas acumuladas que ultrapassam os R$ 500 mil.
O motivo deste valor elevado reside nos cartões amarelos. Além de servir para advertir os atletas em campo, cada cartão gera uma penalidade financeira para as seleções. É importante esclarecer que este montante é pago diretamente pela confederação e não é deduzido dos salários dos jogadores.
Os cartões amarelos são emitidos quando um atleta comete uma infração de intensidade moderada, que não justifica a expulsão. Exemplos incluem faltas, infrações disciplinares como retirar a camisa durante a partida, ou demorar excessivamente para cobrar um escanteio. Se um jogador receber dois cartões amarelos, ele pode sofrer suspensão.
No contexto da Copa do Mundo atual, cada cartão amarelo impõe uma multa de 10 mil francos suíços, o que equivale a aproximadamente R$ 64 mil. A situação se agrava quando um jogador é expulso após receber o segundo cartão amarelo do torneio, configurando um «cartão vermelho indireto», cuja multa sobe para 15 mil francos suíços, cerca de R$ 97 mil. Um cartão vermelho direto, por sua vez, custa 20 mil francos suíços, aproximadamente R$ 129 mil.
Todo esse sistema está detalhado no Código Disciplinar da FIFA (na página 62). Este código estabelece claramente que não há previsão de desconto nos vencimentos dos atletas, mas sim uma multa destinada à federação responsável pela seleção. Adicionalmente, o regulamento determina que essa multa não pode ser reduzida, independentemente do desempenho da equipe.
Outras competições organizadas pela FIFA, como a Copa do Mundo Feminina e a Copa do Mundo de Clubes, também aplicam multas similares, embora com valores distintos.
Ao longo de cinco partidas, o Brasil acumulou oito cartões amarelos. Isso totaliza 80 mil francos suíços, o que corresponde a uma multa superior a R$ 512 mil para o país. Até o momento, a CBF ainda não comunicou a data ou o método de realização deste pagamento.
Durante a fase de grupos, dois cartões foram dados a Roger Ibañez e Casemiro contra o Marrocos, um a Douglas Santos contra o Haiti, e outros dois a Fabinho e Danilo contra a Escócia. Na fase de mata-mata, mais dois cartões foram registrados na partida contra o Japão, novamente para Casemiro e Danilo. O último jogo, contra a Noruega, viu Neymar receber um cartão amarelo no final do segundo tempo.
É preciso notar que, após a fase de grupos, os cartões são zerados, assim como antes das quartas de final. Contudo, esta regra aplica-se somente aos fins de suspensão, enquanto as multas continuam sendo cobradas das seleções. Por essa razão, Casemiro e Danilo possuíam um registro «limpo» ao receberem mais um cartão amarelo no mata-mata.
O Brasil não é o único país sujeito a essas penalidades. O Paraguai, por exemplo, deverá pagar 110 mil francos suíços devido a nove cartões amarelos e um vermelho. Já o Equador acumula 100 mil francos suíços em multas, resultado de oito cartões amarelos e um vermelho.