Na cidade de Durban, em 30 de junho, milhares de apoiadores do movimento March e March foram às ruas exigindo a expulsão de imigrantes ilegais do país. O autor da carta afirma que a raiz do problema não reside no trabalho dos migrantes, mas sim nos funcionários do governo que vivem em mansões luxuosas, protegidas por segurança e sistemas de alta tecnologia.
Causas dos protestos e crítica às autoridades
O autor observou os protestos contra imigrantes ilegais que ocorreram em todo o país em 30 de junho e se perguntou: por que os moradores locais direcionam sua raiva aos estrangeiros em vez de ao próprio governo? Ele sugere que a razão pode ser que os funcionários são cidadãos do país, enquanto os migrantes são estrangeiros, questionando assim a culpa do governo na crise migratória.
Segundo o autor, os postos de fronteira estão superlotados com funcionários preguiçosos, ineficientes e corruptos, que podem ser subornados. Isso permite que milhares de migrantes não registrados entrem no país anualmente, o que provoca uma crise de emprego. Além disso, os trabalhadores estrangeiros estão dispostos a trabalhar por salários mais baixos e são considerados mais confiáveis e dignos de confiança.
Impacto no mercado de trabalho
Graças à legislação trabalhista rigorosa, a força de trabalho local é frequentemente protegida, mas muitos empregadores preferem estrangeiros, o que agrava o problema do desemprego, que é um dos mais altos do mundo. Além disso, existe o problema das lojas estrangeiras tipo Spar, que dominam pequenas cidades e assentamentos. Embora ofereçam bens essenciais a preços muito competitivos e funcionem mais tempo do que as lojas locais, algumas delas vendem produtos proibidos e drogas, causando insatisfação entre a população local.
Apelo para redirecionar a raiva
Os estrangeiros tornaram-se bodes expiatórios para a crise de emprego. Os manifestantes escolhem os estrangeiros porque são vítimas fáceis. No entanto, o verdadeiro problema reside nos funcionários públicos ineficientes e corruptos. O autor insiste que os manifestantes devem direcionar seu ressentimento e frustração ao governo, e não à mão de obra estrangeira. Se os funcionários do Departamento de Assuntos Internos e dos postos de fronteira cumprissem seus deveres adequadamente, não haveria influxo de trabalhadores migrantes que ocupam empregos dos moradores locais.
